
O Novo Desenrola Brasil renegociou R$ 26,8 bilhões em dívidas de famílias em quase quatro meses. Segundo o Ministério da Fazenda, foram 5,12 milhões de operações entre 4 de maio, quando o programa começou, e 27 de agosto.
As renegociações podem ser feitas até esta segunda-feira (31) por meio dos bancos. Segundo a Fazenda, não há previsão de nova prorrogação.
O programa atende pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso de 91 dias a dois anos. Os descontos chegam a 90%, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses.
No Desenrola empresas, foram renegociados R$ 33,8 bilhões em 237 mil operações pelo Pronampe e cerca de R$ 2,13 bilhões em 56 mil operações pelo Procred.
Apesar das renegociações, a inadimplência média nas operações de crédito dos bancos subiu de 4,6% para 4,9% entre junho e julho, segundo o Banco Central. É o maior índice da série histórica revisada, iniciada em março de 2011.
A ABBC afirma que as renegociações pelos canais dos próprios bancos tornaram o processo mais simples e ágil, mas considera prematuro dizer que os resultados já serão suficientes para reverter a trajetória da inadimplência das famílias.
Como renegociar
Podem ser renegociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). O consumidor deve procurar os aplicativos, sites ou canais oficiais de seu banco ou instituição financeira.
Condições
- Desconto: até 90%.
- Juros: até 1,99% ao mês.
- Prazo: até 48 meses.
- FGTS: parte do saldo pode ser usada para amortizar ou quitar a dívida.
Quem tem direito
- Pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
- Dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.
Uso do FGTS
Podem ser utilizados recursos de contas ativas e inativas. O trabalhador pode usar o maior valor entre R$ 1 mil ou 20% do saldo disponível, desde que autorize a operação e cumpra os procedimentos exigidos pela instituição financeira.




