
Equipes de resgate procuravam, na manhã desta quinta-feira (27), cerca de 1.300 desaparecidos na fronteira entre o Nepal e o Tibete, após inundações e deslizamentos que provocaram uma avalanche e destruíram vilarejos inteiros. O número de mortos chegou a pelo menos 362.
Segundo a polícia nepalesa, 359 pessoas morreram no país. A imprensa estatal chinesa registrou outras três mortes em território tibetano.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que uma avalanche de lama e destroços engole um prédio de vários andares. A força da enxurrada, provocada pelo colapso de uma geleira, foi equivalente a um evento sísmico de magnitude 5,2, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS). A lama arrastou veículos e atingiu os vales dos rios Trishuli e Bhote Koshi, no Nepal.
A horrific scene of severe flooding at the Rasuwagadhi border point on the Nepal-Tibet border.
The strong currents wreaked havoc across the area, leaving 400 pilgrims and 105 Indian tourists also missing in the Nepal floods.#NepalFloods #Nepal #Rasuwa #FlashFlood #Floods pic.twitter.com/dwAX12Gj7l— Ravi Pandey🇮🇳 (@ravipandey2643) August 26, 2026
Mais de 24 horas após a tragédia, o Nepal ainda não tinha notícias de 823 pessoas, entre elas 517 turistas estrangeiros. Do lado chinês, 558 pessoas estavam desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros.
As equipes de resgate enfrentavam dificuldades para avançar entre a lama e os escombros. Segundo David Fisher, da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, “povoados inteiros e áreas de mercado foram destruídos”.
Especialistas também alertaram para o risco de uma nova inundação devido ao bloqueio de um rio na região de fronteira. O Exército nepalês realizou sobrevoos e resgatou dezenas de pessoas, enquanto moradores de áreas de risco foram orientados a deixar suas casas.
O presidente chinês, Xi Jinping, pediu esforços para localizar e resgatar os desaparecidos. O Dalai Lama também manifestou solidariedade às vítimas.
As chuvas de monção, entre junho e setembro, provocam inundações e deslizamentos frequentes no sul da Ásia. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas têm aumentado a intensidade e a frequência desses eventos extremos.




