Deputado Chico Preto diz que entrou na campanha ao Governo ‘Prá Valer’

Chico Preto em Uarini visitando comunidades do interior.

Chico Preto em visita a Novo Aripuanã, para ver andamento de obras públicas.

Em meio a reuniões de formatação da extensa agenda de campanha para o Governo do Estado, o deputado Marco Antônio Souza Ribeiro da Costa – o Chico Preto (PMN), que também é Presidente da Comissão de Gestão e Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), reservou uns minutos do seu tempo para dar entrevista ao portal Correio da Amazônia e traçar em linhas gerais, o modelo de governo que pretende apresentar aos seus conterrâneos nessas eleições. Chico Preto afirma que está trazendo um novo modelo de governo, que não precisa barganhar cargos para se consolidar. Promete remodelar a administração pública e fazer um choque de gestão… leia entrevista a seguir:

Correio da AmazôniaA candidatura Chico Preto é pra valer? Porque você se acha preparado par governar?

Chico Preto – Na minha vida pública tudo sempre foi pra valer. Tenho dezoito anos de uma caminhada e já estive como secretário de estado, vereador, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual e líder da maioria. E em cada uma dessas atividades, nunca fugi do debate e nem perdi a minha independência. Sempre expus minha opinião, sem medo de desagradar a quem quer que fosse. Hoje me sinto com experiência, maduro e preparado para o diálogo com as várias lideranças, sem perder de vista o que buscamos. Conheço bem o interior, pude ouvir e sentir de perto nas conversas com a população o que se espera de um governo novo e vibrante. Vamos apresentar um projeto que vai ser propositivo. Muitos farão críticas, alguns, inclusive, apenas isso. Nós vamos mostrar novas ideias, porque o Amazonas merece muito mais.

Correio Você trocou uma eleição certa, para deputado Estadual por uma aventura ao Governo do Amazonas. Por que?

Chico Pretor – Fui muito questionado antes de tomar esta decisão. É importante que se fale que não existe eleição garantida ou fácil. Quem decide em todas as eleições é o eleitor. Em todas elas trabalhei muito, fiz muitas caminhadas, nenhuma delas foi fácil. E quem me deu o mandato foi a população. Portanto, o mandato não é meu. Precisa ser conquistado. Mas honestamente o que me balançou foram apelos como, por exemplo, da comunidade das pessoas com deficiência. Foi uma experiência que me mudou. Trabalhamos no mandato de deputado com muito afinco para que os direitos de PCD fossem reconhecidos. Depois reuni forças para ir a um desafio maior, um desafio entre Davi e Golias a partir da confiança de que temos um projeto ousado e vibrante. Eles vão ganhar um governador.

 

Chico Preto em seminários contra prevenção às drogas.
Chico Preto em seminários contra prevenção às drogas.

CorreioVocê já foi Eduardo Braga. Você andou criticando ele duramente, dizendo que são diferentes. Vocês são realmente adversários políticos?

Chico Preto – É importante que se diga que não só eu estive ao lado do Eduardo como caminhei com o Mestrinho, com o Omar e o Amazonino. Em todos estes casos caminhei porque ganhei uma eleição. Estive ao lado destas pessoas porque a população me deu este voto de confiança. Com relação ao Eduardo, nós divergimos. Eu sempre apoiei as boas ideias, mas o que deixa as pessoas inquietas é o fato da minha independência, quando o Eduardo propôs projetos que eram bons para a população eu apoiei, da mesma forma quando os projetos não eram bons, eu critiquei. Portanto, a minha independência é o que me pauta nessa relação, critiquei o Eduardo como critiquei o que não era correto e por isso me afastei, por isso resolvi seguir uma candidatura independente por não concordar com algumas atitudes e algumas ações que não eram boas para a população. Hoje, somos adversários políticos, não somos inimigos, estamos abertos ao diálogo com todas as frentes.

Conversamos com o Eduardo, conversamos com a Rebecca, com o Hissa, aliás essa é uma característica de um político que quer governar o Amazonas, ter a capacidade de dialogar com pessoas que tenham opiniões diferentes. É isso o que vai fazer que uma candidatura e um governo se consolidem. É a capacidade de diálogo, não adianta achar que uma ou duas pessoas ou um partido sozinhos conseguem desenvolver um projeto para o Amazonas. Nós precisamos conversar. As minhas críticas sempre foram pautadas em cima de fatos e de valores que eu carrego comigo nestes dezoito anos de vida pública.

Correio Como vai ser a sua campanha, já que o seu tempo de TV é muito reduzido?

Chico Preto – O tempo de televisão é pequeno porque resolvemos exatamente ter uma candidatura independente, pois nos permite vir para uma caminhada sem ter compromissos com cargos, empregar filha de prefeito, filho de governador, de deputado. Na nossa candidatura, os acordos não vão ser pagos pela população, a “sopa de letrinhas” que se formou nessas candidaturas. Deu tempo para os candidatos, mas ao mesmo tempo criou um constrangimento, se juntaram no mesmo saco pessoas que se desrespeitaram, que já brigaram e fizeram acusações muito sérias. Então um tempo menor é um tempo que nos permite caminhar sem nenhum problema e sem nenhum constrangimento, nossa caminhada vai ser feita com muita energia , com muita força, junto à população. Ainda que o tempo seja pequeno, nós iremos utilizar de outras ferramentas, além das muitas caminhadas, utilizaremos bastante as redes sociais e ainda assim nós acreditamos que no final essa independência pode nos dar a capacidade de ter um governo livre de barganhas de secretarias para partidos. Chega, o Amazonas não suporta mais isso.

Chico Preto nas comissões na ALEAM
Chico Preto nas comissões na ALEAM

CorreioQuais as suas principais propostas para essa eleição?

Chico Preto – A primeira delas é uma que não é novidade, não é uma coisa simplesmente do Chico, trata-se do choque de gestão, uma necessidade do Brasil inteiro. A forma como o dinheiro público está sendo gasto precisa ser revista, hoje o Amazonas gasta mal esse dinheiro, nós temos um problema na área de gestão pública por exemplo, quando a gente sai de um gasto com passagens aéreas que em 2012 era de R$ 30 milhões e em 2013 vem para R$ 170 milhões, enquanto nos postos de saúde e SPAs se gasta menos de 10 por cento disso. Falta gaze, material básico porque está se gastando mal.

Um outro exemplo do choque de gestão é a redução dos cargos comissionados, hoje o Governo do Amazonas tem cerca de 6 mil cargos comissionados na caneta do governador. Só para você ter uma ideia, o Obama, para os Estados Unidos inteiro tem 4 mil. Então, nós precisamos agora arrumar a casa, só que não adianta somente arrumar a casa, a gente precisa pensar além, então além do choque de gestão, nós apresentamos outras possibilidades em que a gente pretende inovar e fazer diferente como por exemplo na área de educação, a educação no Estado do Amazonas e no nosso governo é linha mestre, ela vai ser um divisor entre passado e futuro.

Na educação do Amazonas, os filhos dos amazonenses vão sair do ensino médio com uma profissão, eles vão estudar em tempo integral. E atenção, tempo integral não significa Ceti, os Centros de Ensino de tempo integral, que são prédios grandes, que são tijolo e cimento que exigem tempo e recurso, nós estamos falando de educação de alma, não estamos falando de corpo.

A alma significa o seguinte, que o aluno vai estudar durante um período as matérias dos currículos dos cursos, e à tarde ele vai um estudo que nós chamamos de “escola sem muros”, ele vai estudar geografia, meio ambiente e sustentabilidade e saúde da sua comunidade. Como nós pretendemos fazer isso? Todas as secretarias do nosso governo vão ser direcionadas a ter programas executados dentro da escola, então a secretaria de saúde precisa ter um programa dentro da escola de saúde preventiva, a secretaria de meio ambiente precisa ter um programa em que o aluno consiga enxergar na sua comunidade a importância da sua participação e da sua atuação para a preservação do meio ambiente.

Dentro da nossa proposta a gente vem com a educação sempre como linha mestra, na linha de saúde, por exemplo, nós vamos valorizar o médico, que gosta de paciente e hoje, o médico da rede pública acaba assumindo uma grande culpa que é causada pelo governo que é a falta de material e do equipamento que não funciona.

A população acredita que isso é um problema do médico, não é, isso é um problema de gestão do governo. É fundamental no nosso governo a volta do respeito por estes profissionais, os médicos e os profissionais de saúde voltarão a ser respeitados, é inadimissível o governo ter técnicos, ter equipamento, só que esse equipamento não funciona. E pagar mais caro por serviços terceirizados, a saúde no Amazonas virou um grande negócio, se direcionou para terceirizações, enquanto era muito melhor comprar os insumos para os equipamentos que a gente tem, com isso nós transferimos uma culpa nos profissionais de saúde – a culpa de que não se quer trabalhar, que não se quer ir para o interior, não é verdade, o médico quer trabalhar, ele precisa de condição e é responsabilidade do governo dar essa condição. No nosso governo, os médicos voltarão a ter esse respeito da sociedade.

Chico Preto em Uarini visitando comunidades do interior.

CorreioO que o Senhor espera dessa Campanha?

Chico Preto – Nessa campanha o que nós esperamos principalmente são propostas novas, a gente tem aí pessoas que já tiveram a oportunidade de governar o Amazonas mais de uma vez e que simplesmente vão fazer mais do mesmo. É impossível você fazer a mesma coisa e ter resultados diferentes, chegou a hora da oportunidade da mudança, chegou a hora das pessoas perceberem que se nós quisermos fazer diferente, precisamos votar diferente, nesta campanha nós esperamos uma discussão num outro nível, e que a gente consiga trazer propostas novas, trazer efetivamente um sonho para essa população, honestidade e, principalmente um governo ficha limpa, porque o Amazonas merece muito mais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui