
Dois meses após ser aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 ainda não avançou para a primeira etapa de tramitação no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária para o início da análise pelos senadores.
Nos bastidores, entidades patronais intensificam a articulação para que a votação ocorra apenas após as eleições de outubro, período em que o Congresso costuma estar menos suscetível à pressão da opinião pública. Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 parlamentares.
Pesquisa Quaest divulgada neste mês mostra que 75% da população sabe que a proposta está parada no Senado. Apesar da demora, o apoio à mudança permanece elevado: a rejeição à PEC caiu de 26% para 22% no último ano.
Diante desse cenário, o Projeto Brief analisou quais são os caminhos disponíveis para que a população pressione pela continuidade da tramitação. Há precedentes de mobilização com impacto direto no Congresso: pelo menos três senadores mudaram de posição após campanhas organizadas nas redes sociais.




