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PF desmente reportagem da Veja, e Padilha aciona Justiça por fake news contra Lula

Padilha pede direito de resposta à Veja após reportagem sobre suposto financiamento de filme sobre Lula - fotomontagem

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, notificou extrajudicialmente a revista Veja, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), e pediu direito de resposta à reportagem publicada na sexta-feira (9), que atribuiu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro um suposto financiamento de documentário sobre o presidente Lula.

A Polícia Federal (PF) negou a existência do depoimento citado pela revista. Em nota, afirmou que Vorcaro não prestou declarações com o teor divulgado nem entregou documentos ou informações sobre o suposto financiamento.


A notificação enviada à Veja afirma que as alegações que associam Lula e Padilha aos supostos recursos são falsas e não têm comprovação. O documento cita manifestações da PF, da Procuradoria-Geral da União e da defesa de Vorcaro que contradizem a reportagem.

À Agência Brasil, o advogado Daniel Bialski afirmou desconhecer qualquer financiamento. Ele explicou que não acompanhava a defesa de Vorcaro quando foram apresentadas as propostas de colaboração, mas negou a existência de novo depoimento à PF ou a outro órgão sobre o assunto. Segundo ele, também não há documentos que comprovem o repasse, e Vorcaro nunca tratou do tema com sua defesa.

Grupo pede perícia em áudio

O grupo Prerrogativas solicitou à PF uma perícia no áudio divulgado pela Veja, no qual Vorcaro supostamente cita Lula. O pedido foi feito a 16 dias do segundo turno das eleições presidenciais.

Em nota, o grupo levantou a suspeita de adulteração da gravação por montagem de trechos ou uso de inteligência artificial, com possível objetivo de interferir no processo eleitoral.

O Prerrogativas também apontou a falta de informações sobre a data, o local e as circunstâncias em que o áudio teria sido gravado. Segundo o grupo, há suspeitas de que o material tenha sido montado com trechos de gravações distintas ou produzido por síntese de voz.

A entidade afirmou que, caso sejam confirmadas fraude ou manipulação, os responsáveis poderão responder por fraude processual e crimes eleitorais relacionados à disseminação deliberada de desinformação.

Fonte: Agência Brasil

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