Presidente da OAB: o remédio é amargo, mas necessário para conter o Covid no Amazonas

”O gosto do remédio é amargo, mas necessário”, diz presidente da OAB-AM, sobre medidas anti-Covid-19 no Amazonas - foto: divulgação

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio Chóy, usou sua conta pessoal na rede social Instagram, neste sábado, 26, para prestar apoio às novas medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19 em Manaus, adotadas pelo Governo do Estado para frear a pandemia.

“Ressalto a transparência e a sinceridade do governador Wilson Lima no trato da questão. Infelizmente, o gosto do remédio é amargo, mas necessário”, frisou.

O novo decreto governamental, que suspende temporariamente as atividades não essenciais na capital, passa a vigorar neste sábado, e segue até o dia 10 de janeiro. O documento foi editado após a realização de inúmeras campanhas educativas, alertando a população sobre os perigos de se ignorar as medidas de segurança, tais como o distanciamento social e o uso de máscara, tanto em ambientes abertos, quanto fechados.

O Governo Estadual também considerou os vários flagrantes de desrespeito às recomendações, como festas clandestinas com aglomerações, ocorridas na capital, para formular a lista de restrições, além dos indicadores negativos das últimas semanas, como por exemplo, o aumento da média móvel de óbitos pelo novo coronavírus em Manaus. Fazem parte das novas medidas, o endurecimento da fiscalização, com aplicação de multa em casos de desrespeito, além do fechamento do comércio e a restrição aos shoppings à modalidade drive thru.

Até a última sexta-feira, 25, a taxa de ocupação de leitos de UTI/Adulto para Covid-19, em Manaus, era 92,86% na rede pública e 85,96% na privada, percentuais considerados altos, tendo em vista o aumento periódico de casos diagnosticados na capital. Os percentuais são considerados preocupantes por autoridades em saúde.

Choy destacou em sua postagem o seguinte: “registro o quão difícil deve ser governar nestes tempos de Guerra. Se libera geral, o governante será alvo de severas críticas. Se restringe, também será alvo de uma tempestade de críticas!”, opinou. Para ele, neste momento difícil vivido pela humanidade, a qual registra provavelmente a maior tragédia desta geração, o que deve prevalecer é o respeito à vida e ao trabalho dos profissionais de saúde, muitos deles  esgotados em função da atuação na linha de frente.

“Participamos, enquanto OAM-AM, juntamente com diversas entidades do Setor Produtivo, de várias reuniões para discutir o formato e o enfrentamento à Covid19 no Estado, na busca de uma solução de consenso”, assegurou. “Perdi a conta de quantas notas de pesar emitimos em favor de advogados e advogadas perdidos em batalha, neste triste ano de 2020”, lamentou Choy.

O presidente da OAB-AM também se manifestou favorável ao início da vacinação contra a doença e reforçou a necessidade de “conscientização do povo quanto às médias de segurança”. Para ele, em vez de uma competição política travada em torno da questão, deve-se priorizar os argumentos que garantam a manutenção da vida.

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