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Retaliação ao 2º da Lista Tríplice dentro do Hemoam preocupa funcionários

Funcionários se preocupam com a estagnação crescente do órgão junto às esferas internacional de pesquisa - foto: divulgação
Redação
Escrito por Redação

Depois de ficar em segundo na lista tríplice para a nova presidência da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), com 40,23% dos votos válidos, contra 58,82% da médica Socorro Sampaio, o PhD em imuno-hamatologia, Sérgio Albuquerque passou a sofrer sérias retaliações, inclusive, sendo pressionado a deixar cargos importantes dentro da instituição.

Durante a campanha para escolha do novo diretor-presidente do Hemoam, Sérgio Albuquerque defendeu a proposta de revitalização completa do órgão, fazendo frente ao método administrativo arcaico e centralizador do atual diretor-presidente Nelson Fraiji e seu restrito grupo de apoiadores, entre eles a sua indicada à presidência, a médica Socorro Sampaio.

“Essa lamentável atitude de retaliação tem sido cometida por este mesmo grupo, sempre após as eleições. É um câncer e tem que ser eliminado do Hemoam, pois tem resultado na perda de grandes profissionais e com isto, a redução na qualidade dos serviços ofertados pelo Hemoam” aponta Sérgio, que desde 2001 é consultor do Ministério da Saúde em dois comitês de assessoria técnica no Controle Nacional de qualidade em Imuno-Hematologia e no banco nacional de sangue raro.

Funcionários se preocupam com a estagnação crescente do órgão junto às esferas internacional de pesquisa – foto: divulgação

Albuquerque salientou que após a sua exoneração, aproveitou para pedir desligamento da coordenadoria do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) e do mestrado do HEMOAM onde desempenha a função de professor e orientador.

Ou seja, Sérgio é membro de dois importantes Comitês de Assessoramento Técnico (CAT) do Ministério da Saúde (MS), mas sofre retaliações dentro do Hemoam por querer elevar a qualidade do órgão amazonense ao nível dos principais centros de Hamatologia do Brasil e do mundo, aos quais tem mantido vínculo estreito de relacionamento.

A política controvertida e engessada do atual diretor Nelson Fraiji já perdura por mais de duas décadas e meia e, pelo visto, continuará trabalhando para manter a política de retaliação aos profissionais que se opõem, com a sua provável sucessora, que segundo funcionários da instituição, só teve o percentual de votos acima do doutor Sérgio Albuquerque, porque ‘intimidou’ os comissionados a votarem na sua candidata ou, perderiam o cargo.

A lista tríplice está em mãos do governador Amazonino Mendes (PDT), devendo ser anunciada até dezembro desse ano. A posse do novo gesto se dará em janeiro de 2019.

A lista ficou assim definida: em 2º e 3º lugar ficaram o farmacêutico-bioquímico Sergio Albuquerque, com 40,23% dos votos, e o cirurgião-dentista Cleber Alexandre, com 1,41%. De acordo com a apuração feita pela Comissão Eleitoral Administrativa da Fundação Hemoam, a médica teve 250 votos, o segundo colocado teve 171 e o terceiro, 6 votos.

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Nota de Esclarecimento da Assessoria de Comunicação do Hemoam

A direção da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) esclarece que a exoneração do servidor Sérgio Lopes de Albuquerque, do cargo comissionado de subgerente da Imunohematologia, se deu em virtude da necessidade de remanejar esta subgerência para composição da estrutura do Centro de Processamento Celular (CPC), a qual será inaugurada no próximo mês de dezembro.

O CPC será gerenciado pelo servidor Theomário Teotônio Azevedo da Cruz, cuja qualificação é voltada para o segmento e reconhecida por instituições de referência no país como o Albert Einstein e Sírio-Libanês. Sérgio continuará atuando na Gerência de Imunohematologia na função de Farmacêutico Bioquímico nas duas cargas horárias, correspondentes a seus cargos efetivos.

Felipe Nascimento
(07.11.2018)

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