
O governador Roberto Cidade e o Secretário de Saúde, Luis Saraiva, recorreram ao ataque covarde contra os profissionais do SAMU para tentar esconder o fracasso absoluto da gestão estadual na saúde pública. Em vídeo, a dupla mentiu ao acusar o serviço de resgate de provocar a superlotação do Hospital 28 de Agosto.
A farsa durou pouco. Dados técnicos da regulação médica desmentiram o governador e revelaram o real motivo da crise: a omissão do próprio Roberto Cidade, que mantém os Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) do Estado sucateados e desprovidos de equipamentos básicos, como aparelhos de raio-X para diagnóstico de fraturas. Sem ter como tratar os pacientes na rede estadual sucateada, o SAMU é obrigado a socorrê-los nos hospitais de grande porte.
Os dados oficiais desmascaram de vez a narrativa de Roberto Cidade. O Platão Araújo foi a unidade que mais recebeu pacientes, somando 5.985 remoções e desmentindo a tese de foco no 28 de Agosto, que registrou 5.000 atendimentos. Já o Hospital João Lúcio atendeu 3.987 casos, seguindo a triagem técnica de neurotrauma.
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A atitude leviana de Roberto Cidade ao acusar socorristas para cobrir a inoperância do seu governo exige apuração rigorosa dos órgãos de controle e da Assembleia Legislativa sobre a falta de manutenção e de insumos na rede estadual de saúde.




