Sindicato dos rodoviários deixa a greve por ‘conta e risco’ dos trabalhadores


Perdendo força e representatividade, o presidente do Sindicato dos Rodoviários não consegue resolver o problema do vale, do plano de saúde e, muito menos, da segurança dos trabalhadores dos transportes urbanos de Manaus.

Na próxima semana, é provável que os motoristas e cobradores rodoviários tenham que recorrer ao recurso da greve, por conta e risco, para receber o vale do mês de junho, que está atrasado a mais de uma semana. Eles não podem contar com a presidência do sindicato, que se encontra de mãos e pés amarrados nas garagens do Urbano em Manaus.

Sem ter para onde correr e nem representação sindical eficiente, os motoristas terminam por parar os ônibus em qualquer parte da cidade, para chamar a atenção das autoridades sobre os problemas da categoria. A maioria das paralisações, é por falta de pagamento dos salários atrasados.

O presidente da categoria, Givancir de Oliveira, como sempre, aparece horas depois, quando a paralisação já está desfeita. Ele chega só na hora de dar entrevistas à imprensa, mas não tem uma ação efetiva, que possa ser vista como solução para o problema que se arrasta a anos.

As paralisações dos ônibus em Manaus são vistas por muitos, como palanque político eleitoral do presidente da categoria, que está de olho nas  eleições municipais 2020 em Manaus e no município de Iranduba, para onde transferiu o registro e o seu domicilio.

O Vale da categoria

Os motoristas e cobradores são as principais vitimas da inatividade do Sindicato. “Mas são os motoristas e cobradores que estão servindo de ‘bucha de canhão’ para as intenções políticas e financeiras dos donos do Sindicato”, destacou o motorista ‘GM*’.

(GM) é a sigla do nome do motorista que não quer se identificar nesse primeiro momento. Ele alega que é costume do presidente do sindicato ‘pedir a demissão’ de quem faz oposição a ele. “Pelo acordo que tem com os donos das empresas, isso acontece regularmente”, sustentou.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto em entrevista à imprensa – foto: divulgação/arquivo

Prefeitura de Manaus

A insistência do presidente do sindicato, Givancir de Oliveira pedindo audiência com o prefeito Arthur Neto chega a ser deprimente. O chefe do executivo está sendo complacente com a diretoria executiva dos rodoviários e atende, mas não pode ir além do que já foi dado aos trabalhadores rodoviários.

O prefeito cedeu a muitas reivindicações dos trabalhadores dos transportes urbanos, em todos os movimentos grevista da categoria, mas unicamente para atender os rodoviários de um modo geral e, “não somente meia dúzia de diretores da executiva”, conforme disse o motorista, que se dispôs ser a nossa fonte no portal.

Por conta da falta de força do Sindicato, enquanto entidade representativa de uma categoria de trabalhadores, muitos aliados da diretoria já começam a se movimentar em outras direções. “Esse grupo sindical já chegou a fim”, lamenta o motorista.


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