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TCE decide suspender contrato irregular de R$ 1,4 bilhão para gestão hospitalar no Amazonas, depois de representação de deputado

Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo Manaus -Amazonas, com o deputado Wilker Barreto no detalhe - foto: recorte

Decisão do TCE-AM suspende processo bilionário na saúde do Amazonas após representação do deputado estadual Wilker Barreto. Ele descobriu que a entidade contratada não tem habilitação legal para gerir o Hospital Platão Araújo

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) concedeu medida cautelar solicitada pelo deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) e determinou a suspensão imediata do Chamamento Público nº CP 01/2025, destinado à contratação de entidade para gerir os serviços de saúde do Hospital e Pronto-Socorro Doutor Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, conhecido como Hospital Platão Araújo.


A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico da Corte.

A medida suspende todos os atos administrativos, financeiros e operacionais relacionados ao processo, incluindo eventual contrato de gestão e repasses de recursos públicos, até julgamento final do mérito. O valor do contrato em questão ultrapassa R$ 1,45 bilhão.

Na representação, Wilker Barreto apontou que o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), selecionado no certame, não possuía qualificação legal como Organização Social (OS) à época da convocação, contrariando normas da Lei Federal nº 9.637/1998, da Lei Estadual N.º 3.900/2013 e do Decreto Estadual N.º 41.817/2020.

Férias do relator

A decisão foi proferida pelo auditor Luiz Henrique Mendes, relator designado durante o período de férias do relator titular. Segundo ele, a suspensão cautelar foi determinada para evitar eventuais prejuízos ao erário público e garantir a legalidade do processo.

Para Wilker Barreto, a decisão representa uma vitória da fiscalização e do interesse público. “Não podemos aceitar que quase R$ 1,5 bilhão sejam entregues a uma entidade sem a devida qualificação legal. Essa medida é um alerta de que vamos seguir vigilantes contra qualquer irregularidade com o dinheiro da saúde”, afirmou o parlamentar.

A responsável pelo hospital, gestora Fabiane Oliveira da Silva, terá prazo para apresentar justificativas e documentos ao TCE-AM. O processo seguirá para análise do Ministério Público de Contas e julgamento de mérito pela Corte.

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