Tremor de magnitude 4,8 é registrado em Atalaia do Norte no Amazonas

Atalaia do Norte município do Amazonas - Foto: Nailson Tenazor

Na noite de quarta-feira (8), mais precisamente às 22h14 (horário de Brasília) um tremor de terra de magnitude 4.8 ocorreu no município de Atalaia do Norte, no interior do estado do Amazonas. O abalo sísmico de magnitude considerada mediana para os níveis do Brasil foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e confirmado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), instituição que apoia a RSBR.

Conforme explicou o Geofísico do SGB/CPRM, Marcos Ferreira, a profundidade do tremor foi calculada em cerca de 15 quilômetros, o que é relativamente raso. Apesar disso, há poucos relatos de pessoas que sentiram o evento.

“O evento sísmico ocorreu em uma região de baixa densidade populacional. Assim, não temos muitos relatos de que foi sentido na região. As cidades mais próximas do epicentro são Mâncio Lima/AC e Cruzeiro do Sul/AC”, explicou o geofísico.

Ferreira observou ainda que os eventos dessa região costumam ser resultado das atividades da placa de Nazca. Contudo, em geral, são muito mais profundos que o evento de quarta-feira (em torno de 500-600 km).

“Esse evento pode ser ou não resultado da atividade da placa de Nazca. No entanto, como não há tantos eventos com essa magnitude em profundidades menores na região, pode ser reflexo, ou então um outro mecanismo”, explicou

O último tremor registrado pela RSBR na região do Amazonas ocorreu em 3 de março, no município de Presidente Figueiredo e teve magnitude 3.9 mR.

Sobre a Rede Sismográfica

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública responsável por monitorar a sismicidade do território nacional através de suas quase 100 estações sismográficas espalhadas pelo país. As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON). A RSBR conta ainda com o apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

Por Lorena Amaro, Coordenadora de Comunicação Rede Sismográfica Brasileira.

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