
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra um ocupante de cargo comissionado da Prefeitura de Careiro Castanho, que mantinha vínculo afetivo com a secretária municipal de Administração e Planejamento.
Segundo a investigação, o servidor recebeu R$ 190.917,44 entre fevereiro de 2023 e dezembro de 2025. O MPAM afirma que, apesar de sucessivas solicitações, a prefeitura não apresentou documentos que comprovassem a efetiva prestação dos serviços.
A apuração começou após denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria-Geral do MPAM. Durante o procedimento, o município confirmou a existência de união estável entre a secretária e o então assessor de gabinete 1.
Entre os documentos não apresentados estão relatórios de atividades, despachos, correspondências oficiais, atas de reuniões e registros de participação em eventos institucionais.
Para o promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros, responsável pelo caso, as provas reunidas serão submetidas à análise do Poder Judiciário para apuração de eventual irregularidade e proteção do patrimônio público.
O MPAM pede o ressarcimento integral e solidário de R$ 190.917,44 aos cofres municipais, além da produção de provas e da apresentação de documentos relacionados à nomeação, remuneração, atribuições e atuação do ex-assessor.




