
O Amazonas registrou 4.335 denúncias ambientais. Os registros foram realizados entre 2023 e 2026.
Em toda a região Norte, esse número é de 18.495. Os dados constam em um levantamento do Escavador.
No comparativo entre as regiões, a análise do Escavador mostra que o sudeste do país concentra a maior parte das ocorrências ambientais no período, com forte participação impulsionada por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A região soma 400 mil processos ambientais, consolidando-se como a principal área de registros no país. Em seguida aparecem o Centro-Oeste, com 27 mil denúncias; o Norte, com 18 mil; a região Sul, com 17 mil processos ambientais; e o Nordeste com 14 mil denúncias.
No recorte por estados, Minas Gerais lidera com ampla vantagem, somando 365 mil processos ambientais no período analisado. Em seguida aparecem São Paulo com 26 mil denúncias, dando continuidade com Mato Grosso (22 mil), Pará (7 mil) e Rio de Janeiro (7 mil), compondo o topo do ranking nacional.
Em meio à vasta extensão territorial brasileira, que soma cerca de 851 milhões de hectares, segundo o IBGE, a destruição dos biomas brasileiros como a Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Pampas e Amazônia soma-se às preocupações com licenças ambientais, minerações, agrotóxicos, poluição, saneamento, reservas legais, gestão de florestas, cadastro ambiental rural e áreas de preservação; listadas entre as 25 categorias analisadas pela plataforma de dados jurídicos.
De acordo com a análise mensal do Escavador, a mudança mais brusca no volume de processos começou a ser percebida a partir de maio (2025), quando os registros saltaram para 68 mil denúncias, alcançando o pico em junho, com mais de 134 mil casos. Nos meses seguintes, entre julho e setembro, os índices permaneceram elevados, variando entre 25 mil e 53 mil processos, antes de iniciarem uma desaceleração gradual no último trimestre do ano.




