Argentina culpa Boca Juniors por incidentes e MPA fecha La Bombonera

Polícia Argentina protege jogadores do River/Foto: Getty Images

Menos de 12 horas após o grave incidente contra jogadores do River Plate, na volta do intervalo para o duelo de oitavas de final da Libertadores, na noite de ontem, quinta-feira (14), o Boca Juniors é considerado o único culpado pelos problemas em La Bombonera, e o estádio foi fechado pelo Ministério Público de Buenos Aires.
Ainda, há pouco, em entrevista ao canal C5N, o promotor geral da cidade, Martín Ocampo, afirmou que o local será inspecionado ainda hoje pelas autoridades.

Os jogadores do River foram agredidos por gás de pimenta acionado via torcida no túnel inflável que dava acesso ao campo. Quatro deles – Leonardo Ponzio, Ramiro Funes Mori, Matías Kranevitter e Leonel Vangioni – sofreram queimaduras de primeiro grau e reação alérgica, precisando de pronto atendimento médico. O duelo ficou paralisado por mais de uma hora até a Conmebol e a arbitragem decidirem suspender o jogo.

“Queremos deixar claro aos cidadãos que se está investigando o que aconteceu pela cidade. Depois, as medidas apropriadas serão tomadas a partir da promotoria que cuida do caso”, garantiu Martín Ocampo, dizendo que o túnel inflável será a primeira parte inspecionada – foi de lá que um torcedor acionou o spray.

Enquanto isso, o secretário de segurança nacional da Argentina, Sergio Berni, tirou da polícia a culpa pelo incidente e responsabilizou apenas o Boca Juniors. “Não tenho nenhuma dúvida de que a responsabilidade é do Boca”, sentenciou.

Ele disse que “não houve agressões nem corridas”, mas que teve “negligência no momento de gerir a segurança interna”.

O secretário defendeu também a inspeção feita antes da partida: “Quando você viaja de avião leva 60 minutos para fazer a revista de 400 pessoas. Aqui passam de 60 mil. Você sabe como é: uma inspeção não é garantia de nada.”

Sergio Berni afirmou que ninguém foi detido e explicou que ao menos uma camisa de jogador do River Plate está em poder das autoridades para “fazer as análises químicas correspondentes e determinar o que foi atirado”.(UOL)

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