
O New Development Bank (NDB), conhecido como “banco dos BRICS”, tem ampliado sua presença no Brasil ao financiar grandes projetos de infraestrutura e desenvolvimento. Sob a presidência de Dilma Rousseff, a instituição garantiu uma nova captação de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) para apoiar iniciativas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os recursos fazem parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), relançado em 2023 com foco em impulsionar investimentos em áreas estratégicas como transporte, energia, sistemas digitais, saúde e educação. A previsão é que os valores sejam aplicados ao longo de quatro anos, fortalecendo parcerias público-privadas e ampliando a capacidade de execução de obras estruturantes.
Desde sua criação, em 2015, o banco já destinou cerca de US$ 7 bilhões ao Brasil, com projetos voltados para energia renovável, mobilidade urbana, saneamento e logística. A nova linha de crédito segue um modelo de intermediação, em que os recursos passam pelo Tesouro Nacional e são distribuídos por instituições financeiras públicas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.
Criado pelos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o NDB busca reduzir a dependência de instituições financeiras tradicionais e fortalecer o crescimento sustentável em economias emergentes.
Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que o Brasil investe menos de 2% do PIB em infraestrutura, abaixo do necessário para sustentar o crescimento de longo prazo. Nesse contexto, o novo PAC prevê mais de R$ 1,7 trilhão em investimentos até 2026, combinando recursos públicos e privados.
Entre os projetos contemplados está a Ferrovia Transnordestina, considerada uma das maiores obras logísticas do país, ligando o Porto do Pecém (CE) ao Porto de Suape (PE), com mais de 1.700 km de extensão. Outro destaque é a Ponte Salvador-Itaparica, uma megaobra de R$ 11 bilhões que conectará Salvador à Ilha de Itaparica, reduzindo em até 40% o tempo de travessia e beneficiando dezenas de municípios.
A expectativa do governo é que os US$ 500 milhões sejam liberados ainda este ano, após aprovação no Congresso Nacional. O prazo para o início dos desembolsos deve variar entre 60 e 90 dias após a assinatura do contrato.
Com capital autorizado de US$ 100 bilhões, o NDB segue expandindo sua atuação para outros países emergentes, consolidando-se como uma alternativa relevante no financiamento de infraestrutura global.
Fonte: Revista Forum




