
Os bloqueios em massa de contas do WhatsApp na última segunda-feira (3) afetaram usuários em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Alguns, porém, afirmam estar sem acesso há mais de um mês e dizem ter sido banidos injustamente.
Usuários ouvidos pelo g1 relatam ter perdido anos de mensagens, fotos, vídeos e contatos. No Downdetector, também houve registros de pessoas que afirmaram ter sofrido bloqueios “sem motivo aparente”.
O WhatsApp afirma que pode suspender contas que violem seus termos, que proíbem práticas como spam e golpes. A empresa diz ainda que os usuários podem solicitar uma revisão, mas não comentou acusações específicas de bloqueios indevidos.
Bloqueio causa prejuízo
O mecânico Dionatam Carteri, de Passo Fundo (RS), usava o WhatsApp desde 2015 e afirma ter perdido conversas com clientes após ser bloqueado no fim de julho.
Além do histórico de mensagens, ele perdeu contatos profissionais que não estavam salvos na agenda do celular. Segundo Dionatam, o bloqueio pode resultar em perda de clientes e renda.
Ele afirma ter solicitado uma revisão pelo próprio aplicativo, mas não recebeu resposta.
Usuária processa a Meta
Uma massagista de São Paulo foi bloqueada no WhatsApp Business no fim de junho. Após criar novas contas para manter o atendimento, também sofreu restrições.
Ela afirma que perdeu metade do faturamento no período porque a conta bloqueada era usada para divulgar o trabalho e atender clientes. Por isso, decidiu processar a Meta e pede a reversão do bloqueio.
O advogado Rafael Barreto, que representa a usuária, afirma que notificou a Meta sobre outros dois casos semelhantes, mas não recebeu resposta.
O que diz a Justiça
Para o advogado especialista em direito digital Luiz Augusto D’Urso, plataformas podem punir usuários, mas precisam apresentar uma justificativa. Segundo ele, bloqueios sem explicação podem ser questionados judicialmente.
D’Urso orienta usuários a primeiro recorrerem aos canais oferecidos pelo WhatsApp. Se não houver solução, é possível procurar o consumidor.gov.br, o Procon ou enviar uma notificação extrajudicial. Em último caso, o usuário pode recorrer à Justiça.
*Com informação do g1




