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Brasil cria 1º porco clonado da América Latina para fornecer órgãos ao SUS

Foto: Recorte

Pesquisadores brasileiros alcançaram um marco inédito na ciência ao desenvolver o primeiro porco clonado do Brasil e da América Latina, com foco em futuras aplicações no sistema de transplantes do país. O avanço é resultado de um projeto conduzido por cientistas ligados à Universidade de São Paulo, dentro do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR).

O animal nasceu no interior de São Paulo, em um laboratório do Instituto de Zootecnia, e representa um passo decisivo para a produção de órgãos compatíveis com o corpo humano. A iniciativa busca viabilizar o chamado xenotransplante — procedimento que envolve a transferência de órgãos entre espécies diferentes — como alternativa para reduzir filas de transplantes no Brasil.


Para tornar isso possível, os pesquisadores utilizaram tecnologias avançadas de edição genética, como a CRISPR/Cas9. Com ela, foi possível desativar genes suínos responsáveis pela rejeição imediata e inserir genes humanos que aumentam a compatibilidade dos órgãos com o organismo humano.

O projeto é liderado por nomes de destaque da ciência brasileira, como Mayana Zatz, Silvano Raia e Jorge Kalil, e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Apesar dos desafios, os porcos são considerados ideais para esse tipo de pesquisa devido à semelhança de seus órgãos com os humanos, além da facilidade de reprodução. O primeiro clone nasceu saudável, indicando que a técnica empregada foi bem-sucedida e abrindo caminho para novas gestações já em andamento.

Os animais serão mantidos em instalações com alto nível de biossegurança, garantindo controle rigoroso para evitar qualquer risco de contaminação. A expectativa dos cientistas é formar, inicialmente, um pequeno grupo de suínos geneticamente modificados que possa se reproduzir naturalmente, ampliando o projeto sem necessidade constante de novas clonagens.

Com crescimento rápido, esses animais podem atingir em poucos meses o tamanho adequado para possíveis transplantes em humanos. O avanço coloca o Brasil em posição de destaque na pesquisa científica internacional e pode representar, no futuro, uma solução inovadora para salvar vidas por meio da ampliação do acesso a órgãos para transplante.

Fonte: CNN Brasil

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