
Candidata ao Senado diz que quer se eleger e aos aliados para igualar número de parlamentares na Casa e defender a soltura de Jair Bolsonaro, que foi condenado por unanimidade pelo STF a 27 anos de prisão pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A mulher de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo PL, fez uma declaração nesta quarta (19/8) que já está repercutindo negativamente nas redes sociais e na imprensa do Brasil. Ela ligou diretamente a eleição de senadores aliados à situação do marido, condenado pelo STF.
A frase da mulher de Bolsonaro
“Nós temos Jair Messias Bolsonaro que está preso em casa, nós temos o povo do 8 de Janeiro e nós vamos trabalhar para trazer a normalidade jurídica nesse país. Nós precisamos equilibrar os Poderes e para isso nós temos que eleger senadores.”
O que o Senador pode fazer
O réu que Michelle quer defender no Senado, e que está em prisão domiciliar, foi condenado a 27 anos de prisão pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em condenação por unanimidade do STF.
O detalhe técnico que conecta tudo: só o Senado pode abrir processo de impeachment contra ministro do Supremo. Eleger uma bancada aliada não é sobre “equilibrar Poderes” no sentido abstrato, é sobre ter votos suficientes pra ameaçar quem julgou e condenou o ex-presidente.
Vídeo de campanha com ‘enteado’
Michelle publicou seu primeiro vídeo de campanha ao lado do enteado, com a legenda “Vamos juntos resgatar o nosso Brasil”. Os dois aparecem sorrindo e pedindo voto um pro outro, a gravação é de 11 de agosto, primeiro encontro dos dois desde que Michelle disse publicamente, em junho, que havia sido “maltratada” por ele.
Rompimento público
Um mês depois de romper publicamente com o enteado, Michelle já pede voto abertamente pra ele: “Vamos trabalhar e vamos eleger o filho 01 do de Bolsonaro, que é acusado de encher o bolso com verbas roubada de aposentados pelo Banco Master e o vice que é investigado por suspeita de estupro, Alfredo Gaspar.” A reaproximação aconteceu no mesmo período em que ela intensificou o discurso sobre “equilibrar” o Judiciário.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi alvo de representações e de um pedido de investigação da Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de estupro de vulnerável, após acusações feitas em março de 2026 por parlamentares governistas.
Juntando as peças
Uma candidata ao Senado, casada com um condenado por tentativa de golpe, defendendo abertamente que o objetivo do voto é mudar a composição de quem fiscaliza o STF. Isso não é interpretação, está na fala dela.




