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Carnaval: veja como alternativas naturais podem amenizar os efeitos da ressaca

Foto: divulgação/IA

Com a chegada do Carnaval, é esperado que o consumo de álcool e a temida ‘ressaca’ estejam mais presentes na vida dos brasileiros neste mês de fevereiro. No país, aliás, quase metade dos brasileiros (49%) com 18 anos ou mais consome bebidas alcoólicas. Desses, 20% bebem de uma a duas vezes por semana. Os dados são de uma pesquisa Datafolha e mostram a importância de também conscientizar a população sobre como lidar com os sintomas comuns após a ingestão do álcool.

De acordo com o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos, a ressaca é resultado de uma combinação de desidratação, inflamação e sobrecarga do fígado. “O organismo precisa metabolizar rapidamente o álcool ingerido, o que exige um esforço maior do fígado e interfere no sistema digestivo, provocando sintomas como náuseas, dor de cabeça e cansaço”, explica.


A dica mais comum para lidar com o álcool é o repouso e a hidratação, medidas básicas que ajudam o organismo a se recuperar do esforço metabólico provocado pelo consumo de bebida. Porém, Vasconcelos ressalta que há fitoterápicos (medicamentos baseados em plantas medicinais), regulamentados e facilmente encontrados em farmácias, que podem ser um reforço na redução dos sintomas, especialmente quando a recuperação é necessária mais rápido.

Fitoterápicos

Entre os fitoterápicos mais usados para aliviar sintomas da ressaca estão a alcachofra, o cardo-mariano, o boldo, o gengibre, a hortelã-pimenta e, em algumas formulações, o guaraná. Esses ativos são tradicionalmente associados ao suporte da função hepática, à melhora da digestão e à redução de náuseas e da sensação de cansaço após o consumo excessivo de álcool.

A alcachofra contribui para o estímulo da produção de bile, facilitando a digestão e ajudando o fígado no metabolismo do álcool, enquanto o cardo-mariano é associado à proteção das células hepáticas contra processos inflamatórios e oxidativos. O boldo atua principalmente no alívio de desconfortos gástricos, como má digestão e enjoo, e o gengibre tem efeito reconhecido no controle de náuseas ao favorecer o esvaziamento gástrico.

Já a hortelã-pimenta pode auxiliar na redução de gases e cólicas, e o guaraná, quando presente em doses controladas, aparece como opção para amenizar a fadiga, exigindo cautela por conter cafeína.

Orientação

Segundo Vasconcelos, a principal vantagem dessas versões disponíveis em farmácias está na segurança. “Diferentemente de chás ou receitas caseiras, os fitoterápicos registrados têm dose definida e controle de qualidade, o que reduz riscos de uso inadequado”, afirma. Ele ressalta que, mesmo assim, pessoas com doenças pré-existentes ou em uso contínuo de medicamentos devem buscar orientação profissional.

O farmacêutico também alerta para as ‘expectativas irreais’. “Nenhum produto anula os efeitos do álcool. Essas opções ajudam a aliviar sintomas leves, mas não substituem medidas básicas como hidratação, alimentação leve e descanso”, diz.

Outras opções

Ainda na orientação básica de buscar a hidratação, a água de coco aparece como uma alternativa frequente por conter eletrólitos, como potássio e sódio, que auxiliam na reposição de sais minerais e podem contribuir para a melhora da indisposição.

Outra opção bastante procurada são os medicamentos isentos de prescrição formulados para o alívio dos sintomas da ressaca. Disponíveis em farmácias, essas combinações costumam reunir analgésicos para dor de cabeça, substâncias que auxiliam a digestão e, em alguns casos, vitaminas do complexo B. “O uso, porém, deve respeitar as orientações da bula e não deve ser associado ao consumo contínuo de álcool”, alerta o farmacêutico.

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