
A CEO e jornalista do Portal CM7 Brasil, Cileide Mussallem, fez duras críticas ao governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), após a indicação de Flávio Antony para assumir uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), por meio do quinto constitucional destinado à advocacia.
Falta de requisitos e possível manobra
Segundo Mussallem, o indicado não atende ao requisito constitucional de possuir dez anos de advocacia comprovada, já que parte de sua trajetória profissional ocorreu na Casa Civil, em funções de articulação política.
“A Constituição do Amazonas exige dez anos de advocacia comprovada, mas o governo tenta criar uma brecha, enviando em regime de urgência um projeto para a Assembleia Legislativa, a fim de mudar as regras do jogo e contabilizar o tempo de articulação política como prática advocatícia”, declarou.
Trampolim político
Mussallem ressalta que o quinto constitucional foi concebido para oxigenar o Tribunal de Justiça com profissionais experientes do Direito, mas estaria sendo usado como trampolim político para beneficiar aliados próximos ao governador.
“Justiça não é moeda de troca”
A jornalista destacou ainda que a medida fere os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade que norteiam a administração pública.
“Isso é ilegal, isso é imoral e isso destrói a credibilidade da Justiça. Passa a mensagem de que o Tribunal pode se tornar um prêmio de fidelidade política, onde a proximidade com o governador basta para conquistar uma cadeira no Judiciário”, criticou.
Cileide encerrou sua manifestação com um apelo: “Justiça não é moeda de troca”, cobrando transparência e respeito à lei no processo de escolha de magistrados no Amazonas.
Fonte: Chumbo Grosso




