Delação: Omar é citado outra vez no esquema criminoso “Maus Caminhos”

Segundo o ex-ministro Rodrigo Janot Omar usava da sua influência política para pressionar o governo do Estado a atender os interesses do médico Mouhamad Mostafa.

O procurador federal do Amazonas, Alexandre Jabur, confirmou na tarde desta terça-feira (14) que a delatora Jennifer Nayiara citou o senador Omar Aziz (PSD) de ter recebido propina do esquema criminoso montado na “operação maus caminhos”, que apura desvio de recursos da saúde no Amazonas.

A citação do nome de Omar ocorreu durante depoimento prestado nesta terça-feira (14) na Justiça federal, por Jennifer Nayiara, na Justiça Federal do Amazonas, dentro do processo criminal federal da “Operação Maus Caminhos”.

Segundo o ex-ministro Rodrigo Janot Omar usava da sua influência política para pressionar o governo do Estado a atender os interesses do médico Mouhamad Mostafa.

Ao ser questionado por repórteres se Jennifer havia citado o nome do senador Omar por ter recebido propina, o procurador respondeu: “Foi citado sim, por essa razão a juíza determinou que os autos fossem ao Ministério Público para que seja dado o encaminhamento, pessoas com de foro privilegiados não são investigadas em primeira instancia então os fatos serão encaminhados a quem de direito.

Não sei precisar de cabeça, mas ele era beneficiário em alguma medida de propina, mas isso será apurado inclusive já existe um inquérito no Supremo tribunal Federal”, disse. Esta é a primeira vez que o nome de Omar é citado publicamente e por uma autoridade.

De fato, Em fevereiro de 2017, o Ministro Dias Tofolli, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a investigação contra Omar por envolvimento na Maus Caminhos, que desarticulou quadrilha que fraudava contratos para prestação de serviços na saúde. O rombo na saúde ultrapassou os R$ 112 milhões.

Conforme o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram encontrados indícios que configuram prática de corrupção passiva por omar Aziz. Janot cita que Omar usava sua influência política para pressionar o governo do Estado a atender os interesses do médico Mouhamad Mostafa, apontado como o líder criminoso do esquema.

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