
O desmatamento generalizado nas últimas quatro décadas na Amazônia fez com que reduzisse a quantidade de chuvas no Sul da região. A informação consta em um estudo publicado na revista científica Nature Communications.
A queda foi de 11% ao ano. Segundo os cientistas, a perda da floresta alterou o ciclo natural da água, tornando o clima local mais seco e instável.
Ainda de acordo com o estudo, foram analisados dados satelitais de 1980 a 2019 e empregou modelos climáticos para investigar como a remoção de vegetação afeta a circulação de umidade na atmosfera. A Floresta Amazônica funciona como uma “bomba d’água”: as árvores absorvem a água do solo e devolvem parte da umidade à atmosfera por meio da evapotranspiração, o que facilita a formação de nuvens e chuvas. Quando árvores são retiradas da equação, o processo se enfraquece.
E muitas árvores estão sendo derrubadas na Amazônia. No Sul do Amazonas, o destaque é para Lábrea, que ocupa a 2ª posição no ranking de exploração ilegal, com 12,7 hectares de floresta explorados sem autorização. A região é uma das mais ameaçadas pela atividade, que também pressiona Territórios Indígenas (TIs), como a Terra Indígena Kaxarari (AM/RO), onde 2.885 hectares foram explorados ilegalmente.




