
Instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM), a Knauf Isopor® inaugurou uma caldeira de biomassa que transforma o caroço do açaí em energia térmica, “combustível” essencial para a produção da empresa. A fábrica é especializada em soluções baseadas em EPS, popularmente chamado de Isopor®, marca registrada da empresa, e investiu R$ 8 milhões em tecnologia sustentável que aproveita em escala fabril sementes do fruto amazônico.
De acordo com o diretor financeiro da Knauf no Brasil, Adalberto Almeida, o aporte na caldeira faz parte da estratégia global da empresa de investimentos contínuos em soluções tecnológicas e ambientais. “Até 2032, a Knauf Global pretende reduzir em 50% a emissão de gás carbônico para escopos 1 e 2, reduzir em 2% o consumo anual de água, eliminação total de resíduos nas plantas e se tornar referência no mercado em economia circular, a exemplo do que estamos vivendo hoje com a caldeira: aproveitando o caroço de açaí que seria descartado para gerar energia para a fábrica e renda para as comunidades”, disse.
O diretor industrial da Knauf, Antônio Isaías dos Santos, responsável local pelo lançamento da tecnologia, destacou que a inauguração da caldeira é um marco para a indústria no Amazonas. “Esse é um momento muito significativo e especial para a nossa planta e para a região: o que até ontem era um projeto, hoje é um compromisso real com a sustentabilidade. Poder utilizar o resíduo de um fruto amazônico no processo industrial para geração de energia sustentável e de renda para as comunidades é motivo de orgulho para todos nós!”, afirmou.
A caldeira de biomassa foi desenvolvida no Rio Grande do Sul e chegou à capital amazonense ainda no fim de 2025. Com a aquisição, a unidade fabril diversifica sua matriz energética, deixando de utilizar a lenha na produção da energia necessária para a fabricação dos produtos. “Essa aquisição vai pôr fim à compra de lascas de madeira, descartada da indústria moveleira, e a toda a logística e a infraestrutura que essa matéria prima exige, como desde o transporte até o armazenamento em grandes galpões na fábrica”, explica o gestor de qualidade e meio ambiente da empresa Dagno Brito.
Por se tratar de uma fonte de energia renovável, a biomassa (matéria orgânica) é um recurso sustentável e de baixo potencial de impacto ambiental, pois emite muito menos poluentes em comparação a outras fontes de energia, lembra Brito. “Além disso, a caldeira de biomassa contribui efetivamente para a redução de resíduos sólidos na região, pois utiliza o que seria descartado, nesse caso o caroço do açaí”, acrescentou.




