Empresários usam a pandemia do Covid-19 para demitir 3.000 Cobradores

O presidente Josenildo Mossoró reúne a categoria para dizer que vai ter luta - foto: divulgação

Os empresários dos transportes rodoviários de Manaus estão aproveitando a crise da pandemia do coronavírus para voltar a ameaçar a suspensão de contratos de todos os cobradores do sistema. Estão usando o argumento da crise para se livrarem dos cobradores.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josenildo Silva Mossoró, as empresas estão querendo operar só com os motoristas, que terão a dupla função de cobrador e a de dirigir o ônibus. A diretoria do Sindicato informa que não vai aceitar a proposta dos empresários e vai recorrer da decisão na Justiça do Trabalho.

Próximo de 3.000 cobradores podem ser demitidos em meio à pandemia do coronavírus – foto: AC

Mossoró disse que não vai aceitar mais essa tentativa de colocar pais de famílias em dificuldades. “Se isso acontecer, pelo menos 3.000 trabalhadores vão ficar em casa sem salários, benefícios e sem a certeza da volta para o emprego e não podemos aceitar isso nesse momento de pandemia do coronavírus, que não tem outra oportunidade de trabalho”, apontou.

Contra-senso

Os diretores do sindicato dizem que é um contra-censo querer que motoristas manuseiem dinheiro, dirija e tenha contato manual com passageiros, justo nesse momento de pandemia, onde as autoridades da Saúde municipal e estadual recomendam o distanciamento entre as pessoas como forma de conter o contágio do Coronavírus no Estado.

Vereador Jaildo de Oliveira disse que nem ele e nem o Sindicato vão ficar parados diante da maldade dos empresários – foto: arquivo CMM

Vereador

“Essa não é a primeira vez que os empresários tentam tirar os cobradores do sistema. Em ocasiões anteriores eles tentaram, mas o Sindicato conseguiu desfazer a decisão deles na Justiça do Trabalho”, disse o vereador Jaildo de Oliveira, o representante dos transportes na Casa Legislativa de Manaus.

Jaildo disse ainda que o Sindicato vai recorrer ao Ministério Público Trabalho (MPT) mais uma vez para fazer valer o acordo que garante os empregos até esse mês de maio, com redução de 50% dos salários e dos benefícios da categoria, em troca da manutenção dos empregos.

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