
Os trabalhadores do sistema de transportes urbanos de Manaus protocolaram um documento de número SEI-13621.212011/2026-12, na Delegacia Regional do Trabalho (DRT-AM), endereçado à superintendente Maria Francinete Correa, exigindo que os diretores do Sindicato dos Rodoviários de Manaus protocolem no órgão quatro Convenções Coletivas de Trabalho (CCT), referentes aos anos 2023, 2024, 2025 e 2026, em caráter de urgência.
De acordo com os trabalhadores do sistema, a última Convenção de Trabalho protocolada pelo presidente pré-candidato, Givancir dos Rodoviários de Oliveira, foi em 2022, já com atraso. De lá até 2026, ele abandonou um direito conquistado por Lei e deu margem para que os empresários fizessem o que bem quisessem com os seus funcionários. Inclusive, demitir por justa causa, sem motivos para isso.
Funcionários do sistema
Sem a Convenção de Trabalho em mãos, os motoristas, cobradores e funcionários das empresas de transportes não tem como saber que tipo de acordo o presidente da categoria fez entre o Sindicato e os patrões, muito menos as conquistas anuais que eles tem direito.
Conforme disse o motorista Félix Nogueira, demitido a mando dos diretores do sindicato dos Rodoviários, essa é a única categoria do Amazonas que não sabe que tipo de acordo foi feito sobre o reajuste salarial, o que a diretoria acertou com o PATRONAL. “Os empresários do sistema tomam decisões do jeito que querem e, atrasam salários sem o sindicato se posicionar a favor dos trabalhadores”, lamentou.
É comum ver a categoria reclamando nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, que os empresários não pagam horas extras e que demitem com justa causa sem o Sindicato defender o trabalhador. “Estão todos jogados à própria sorte. O sindicato é omisso”, comenta o motorista Felix Nogueira.
Documento protocolado na DRT-AM:




