
A política amazonense vive um momento de teatro mal encenado. Wilson Lima (União Brasil), acuado pelas próprias contradições e promessas vagas, tenta se reinventar com ares de resistência. Mas o que ele chama de estratégia, na prática, soa mais como desespero travestido de coragem.
A ideia de que a “máquina pública” pode apagar lembranças de um governo marcado por omissões, fracassos e prepotência, como ocorreu no primeiro mandato, é um ledo engano estratégico. Na realidade, é um equívoco prejudicialmente construído.
Lembranças que atormentam
A população não esquece filas em hospitais, viaturas aos pedaços e sem combustível, promessas descumpridas, escolas e postos de saúde gotejantes e, a quase completa ausência de liderança em momentos críticos nas instituições estaduais. Essa memória pesa – e pesa muito mais do que a propaganda oficial e a secretaria de comunicação tenta mascarar.
Cortina de fumaça
O que se vê agora não é um reposicionamento calculado do chefe do executivo, mas uma cortina de fumaça para embaçar a imagem vista através de um espelho quebrado. Wilson Lima não apresenta novos projetos, nem soluções concretas. Nada, alternativa nenhuma. Apenas veste uma camisa de força, sustentada por discursos vazios e pesquisas que já não lhes são favoráveis, nem à Câmara nem tampouco ao Senado.
Conclusão inevitável: a última cartada do governador é um blefe mal costurado.
Se na teoria a janela quebrada aponta para a degradação inevitável do político moldado pelo visor chuviscado de uma televisão sem reparo, em Wilson Lima vemos a aplicação do governante tentando refletir uma imagem que talvez nunca tenha existido.
Os adversários perceberam a fragilidade e o declínio acentuado de quem um dia se travestiu de liderança – entre eles, o prefeito de Manaus, que hoje segura a chave do tabuleiro político. Outros, estão pendentes, aguardando o momento propício.
Abismo à frente
O jogo político não perdoa vacilos. Wilson Lima apostou tudo em uma encenação de força que não se sustentou. A questão não é se essa farsa cairá por terra, mas quando ela se prostrará inerte.
O Amazonas precisa de líderes que encarem os problemas de frente, não de governantes que jogam apenas para evitar a goleada. Os 7×1 contra não cabe mais na complacência dos amazonenses.
Wilson Lima já mostrou suas cartas – e todas estão marcadas pela fragilidade de quem perdeu o rumo e deixou o legado sair por entre os dedos.
Com informações do Amazônia Press – Rafael Medeiros





Quase sem palavras diante do caos.
O povo Amazonense não merece tamanho descaso. O Amazonas não pode se tornar parque de diversão e de enriquecimento para forasteiros.