
A Espanha informou neste sábado (1º) que conteve a entrada de imigrantes em Ceuta e que a situação na cidade autônoma, no norte da África, está próxima da normalidade.
Segundo o governo, mais de 48 mil das cerca de 50 mil pessoas que chegaram desde quinta-feira (30) já retornaram ao Marrocos. O número de mortos durante a travessia subiu para pelo menos 67.
Militares e policiais seguem patrulhando a praia de Tarajal, principal ponto de entrada, enquanto a Guarda Civil começou a instalar uma barreira flutuante de 500 metros para impedir novas chegadas pelo mar.
Muitos migrantes deixaram o Marrocos por causa da crise econômica e de boatos nas redes sociais. Alguns disseram à Reuters que voltaram decepcionados com a falta de oportunidades e a hostilidade encontrada em Ceuta.
Moradores afirmam que a cidade começa a retomar a rotina, mas ainda se sentem inseguros após a chegada em massa de migrantes.
Ceuta, território espanhol reivindicado pelo Marrocos, é uma das duas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África, ao lado de Melilla, e representa uma importante porta de entrada para migrantes que buscam chegar ao bloco europeu.




