
O estágio é uma etapa decisiva na formação profissional, mas milhões de estudantes técnicos ainda enfrentam dificuldades para conquistar uma vaga. Dados da Associação Brasileira de Estágios (Abres) mostram que, dos 20 milhões de aptos, apenas 1,1 milhão conseguem ser selecionados. No ensino médio técnico, o índice é ainda menor: somente 2,6% dos alunos estagiam.
Especialistas apontam que empresas têm exigido cada vez mais experiência prévia, além de valorizar habilidades comportamentais, como comunicação, liderança e trabalho em equipe. A redução de equipes e o acúmulo de funções também diminuem a oferta de vagas.
Para enfrentar esse cenário, instituições como o Centro de Ensino Técnico (Centec) têm ampliado parcerias com o mercado. Segundo a coordenadora pedagógica Christiane de Carvalho, os alunos são encaminhados a estágios assim que surgem oportunidades, e muitos já têm experiências práticas antes disso, graças às ações sociais que oferecem atendimentos gratuitos à comunidade. Cursos como Enfermagem, Estética, Massoterapia, Serviços Jurídicos e Refrigeração participam dessas atividades.
Além da prática técnica, as soft skills ganharam espaço nos processos seletivos. Uma pesquisa do Observatório de Carreiras e Mercado (2024) revelou que 59,08% das vagas de estágio priorizam competências comportamentais. No Centec, todos os cursos incluem módulos de Psicologia e Ética do Trabalho para fortalecer essas habilidades.
“Cabe ao aluno demonstrar preparo técnico e comportamental. Esse equilíbrio pode garantir não só o estágio, mas futuras oportunidades”, afirma Christiane.




