
Os Expedicionários da Saúde (EDS) promovem, entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, a 58ª Expedição na Terra Indígena Andirá-Marau, na Ilha Michiles, entre o Amazonas e o Pará. A ação, realizada em parceria com o Ministério da Saúde, atende principalmente indígenas do povo Sateré-Mawé.
A iniciativa reúne cerca de 90 voluntários das áreas de saúde, logística e administração para oferecer cirurgias oftalmológicas de catarata e pterígio, além de consultas em ginecologia, exames de ultrassonografia e laboratório. Também são realizados atendimentos odontológicos, incluindo procedimentos cirúrgicos e assistência a crianças e adultos.
A expedição conta com o apoio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins e de parceiros locais.
Segundo o presidente e fundador da EDS, Ricardo Affonso Ferreira, a missão amplia o acesso de comunidades indígenas a atendimentos especializados e cirurgias que, normalmente, são de difícil acesso devido ao isolamento da região.
Na área de oftalmologia, a ação tem parceria da empresa ZEISS, que fornece tecnologia para os procedimentos cirúrgicos. A expectativa é atender cerca de 500 pacientes nesta edição.
O planejamento da expedição começou ainda no primeiro semestre, com visitas para identificar os pacientes que necessitavam de cirurgias. Ao todo, foram transportadas cerca de 20 toneladas de equipamentos para montar o complexo hospitalar móvel na Ilha Michiles.
Em 23 anos de atuação, os Expedicionários da Saúde já realizaram 57 expedições, mais de 11 mil cirurgias, 80 mil atendimentos e 170 mil exames em comunidades indígenas e de difícil acesso.




