
A frentista que denunciou o posto que exigia legging e cropped como uniforme sofreu assédio moral para se adequar ao “padrão”, segundo o advogado Sérgio da Silva Pessoa, do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Pernambuco. Ela buscou ajuda jurídica em “estado de desespero”, relatando inicialmente problemas no FGTS, mas também pressão para usar o novo uniforme, que considerava vulgar.
A funcionária, que não será identificada, manifestou desejo de deixar o emprego por não suportar a pressão. Com apoio do sindicato, entrou com pedido de rescisão indireta, alegando falta grave da empresa. O processo está em andamento, e ela está afastada desde outubro, relatando melhora na saúde mental.
De acordo com o sindicato, outras funcionárias relataram situações semelhantes após a troca de gestão em setembro. Quem não seguia o novo padrão era pressionada ou demitida, o que o advogado classifica também como body shaming.
O posto denunciado é o Posto Power (FFP Comércio de Combustíveis), em Afogados, Recife. Em 7 de novembro, a Justiça determinou, via liminar, que o estabelecimento pare de exigir uniforme inadequado, sob pena de multa diária de R$ 500 por funcionária. O Ministério Público do Trabalho considerou que a prática fere a dignidade da pessoa humana. Outro posto da região também recebeu denúncias semelhantes.
O que diz a empresa:
A FFP afirmou que as imagens apresentadas não seriam de funcionárias. Já o Posto Power declarou que o episódio ocorreu na gestão anterior e que o uniforme foi substituído por calça jeans após a reestruturação. A empresa disse ter revisado políticas internas para garantir respeito e segurança. A distribuidora Petrobahia afirmou que a foto é antiga e que o posto está sob nova administração desde outubro, cumprindo normas de segurança e mantendo fardamento adequado.
Fonte: g1




