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Fungo transmitido por contato sexual gera alerta sanitário na Europa e nos EUA

Foto: Recorte

Autoridades de saúde na Europa, América do Norte e partes do Oriente Médio estão em alerta após o aumento de casos de infecção causada pelo fungo Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII). A cepa, descrita por especialistas como “altamente contagiosa”, tem sido associada principalmente à transmissão por contato íntimo, inclusive durante relações sexuais.

A infecção é uma micose provocada por um dermatófito — fungo microscópico que se alimenta de queratina presente na pele, cabelos e unhas. Quando atinge a região genital, pode se manifestar como a chamada “coceira na virilha”. Embora não seja considerada fatal, a doença pode causar lesões extensas, desconforto significativo e, em alguns casos, deixar cicatrizes ou marcas permanentes.


Nos Estados Unidos, um surto foi identificado em julho de 2025 no estado de Minnesota, com pelo menos 13 casos confirmados. Na Europa, os primeiros registros surgiram na França em 2021, com relatos posteriores na Alemanha, Espanha e outros países.

Inicialmente, os casos estavam ligados a viagens ao Sudeste Asiático. No entanto, essa hipótese perdeu força após a confirmação de infecção em pacientes sem histórico recente de viagem à região, indicando circulação mais ampla do fungo.

O TMVII é transmitido principalmente por contato direto pele a pele, mas também pode se espalhar por meio do compartilhamento de toalhas, roupas de cama e vestimentas. Os sintomas podem levar até três semanas para aparecer e incluem erupções avermelhadas que surgem na virilha, rosto, pés ou membros. Geralmente, a infecção começa como uma pequena mancha avermelhada e pruriginosa, que se expande gradualmente, tornando-se escamosa, inflamada e dolorida.

O diagnóstico é feito por meio da coleta de amostras da pele afetada para análise laboratorial, o que permite identificar a presença do fungo e orientar o tratamento adequado.

O avanço dos casos ocorre em um cenário de crescente preocupação com a resistência aos antifúngicos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde alertou que o aumento da resistência de fungos patogênicos representa uma ameaça significativa à saúde global, dificultando o tratamento de infecções comuns e ampliando o risco de disseminação.

Fonte: r7

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