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Ipaam realiza 38 resgates de animais silvestres em Manaus

Ocorrências envolveram aves, mamíferos e répteis - Foto: Divulgação/Ipaam

Em novembro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou 38 resgates de animais silvestres em Manaus, após receber solicitações da população. As ocorrências, registradas pela Gerência de Fauna (GFAU), envolveram aves, mamíferos e répteis que apareceram em áreas urbanas, reforçando o compromisso do órgão com a proteção da fauna amazônica.

Entre as espécies resgatadas, destacam-se o periquito-asa-branca (Brotogeris versicolurus), com quatro ocorrências; o periquitão-do-maracanã (Psittacara leucophthalmus) e o pariri (Geotrygon montana), com três resgates cada; além de duas ocorrências de gavião-carijó (Rupornis magnirostris), jiboia (Boa constrictor) e urubu-preto (Coragyps atratus).


O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, reforça a importância da participação da população para o sucesso das ações de resgate e lembra de que o serviço é direcionado exclusivamente a animais silvestres.

“A Gerência de Fauna do Ipaam realiza o resgate de animais silvestres em situação de risco ou que invadiram áreas urbanas, mas não atende animais domésticos, como cães e gatos, nem espécies sinantrópicas, como ratos, morcegos e pombos. Por isso, é essencial que a população saiba diferenciar esses animais e acione o número correto de atendimento”, explica Picanço.

Também foram registrados exemplares como preguiça-real (Choloepus didactylus), araçari-de-bico-branco (Pteroglossus aracari), cutia (Dasyprocta fuliginosa), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus), saracura-três-potes (Aramides cajaneus), gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), entre outros animais encontrados em situação de risco.

Bairros com mais resgates

Os bairros com maior número de ocorrências em novembro foram Tarumã (4), seguido por Flores (3), São José Operário (3) e Distrito Industrial 1 (3). Também tiveram destaque Chapada, Ponta Negra, Centro, Parque 10 de Novembro, Mauazinho, Cidade Nova, Nova Cidade, Japiim e Jorge Teixeira, todos com duas ocorrências cada.

A responsável da Gerência de Fauna do Ipaam (GFAU), Sônia Canto, destaca que o procedimento adequado começa com o contato imediato com o órgão.

“É importante reforçar que não recebemos animais diretamente em nossa sede. O atendimento só é acionado após o envio de foto e localização pelo WhatsApp. Assim conseguimos avaliar a situação com agilidade e segurança”, afirmou.

Após o resgate, os animais passam por avaliação técnica, como explica o assessor ambiental da Gerência de Fauna do Ipaam (GFAU), Eduardo Marques.

“Sempre que possível, os animais são devolvidos ao habitat natural. É fundamental que a população evite oferecer alimentos, como pão ou frutas industrializadas, porque isso pode causar danos graves à saúde desses animais”, orienta o médico-veterinário.

Encaminhamento ao Cetas

Após o atendimento, os animais resgatados são direcionados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde passam por triagem, cuidados veterinários e reabilitação até estarem aptos a retornar à natureza. As solturas ocorrem em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) autorizadas pelo Ibama.

Como acionar o resgate

Em caso de necessidade, a população deve entrar em contato com a GFAU pelo WhatsApp (92) 98438-7964, enviando foto e localização do animal. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

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