
A paralisação do processo de refino na Refinaria de Manaus voltou ao centro do debate público após a confirmação, por meio de ofício da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de que a unidade está operando de forma irregular.
Atualmente, a refinaria não realiza o refino completo do petróleo, mas apenas a formulação de combustíveis, o que aumenta a dependência do Amazonas em relação a produtos importados de outras regiões do Brasil.
O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), mesmo sem mandato, ganhou destaque nacional ao cobrar a retomada da atividade de refino pela Petrobras no Estado.

Pagando mais caro
Segundo Marcelo Ramos, a interrupção do processo impacta diretamente o bolso da população amazonense, que continua pagando a gasolina mais cara do país. “Temos hoje uma refinaria que não refina, o que agrava ainda mais os custos e compromete a soberania energética da nossa região”, declarou Ramos.
A crítica encontra eco em parte da sociedade civil, que denuncia ainda a concentração do mercado de combustíveis na capital. Para lideranças locais, a situação configura um “cartel a céu aberto”, em que a falta de concorrência e a dependência logística resultam em preços elevados em todos os postos de combustíveis de Manaus.
Parlamentares omissos
Para críticos, a ausência de parlamentares do Amazonas atuando junto ao governo federal e à Petrobras permite a continuidade de uma política considerada nociva para a economia regional. “Foi preciso alguém sem mandato levantar essa bandeira, enquanto deputados e senadores do Estado se mantêm omissos”, destacou o advogado Marcos Pereira em publicação nas redes sociais.
Impactos e efeitos da alta
Especialistas em energia apontam que a paralisação do refino na Refinaria de Manaus não apenas encarece o preço da gasolina, mas também eleva os custos do transporte público, da produção industrial e da cadeia logística do Polo Industrial de Manaus.
O Amazonas, isolado por estradas e dependente do modal fluvial e aéreo, sente de forma mais intensa os efeitos da alta dos combustíveis.
Além da pressão no custo de vida, o tema traz reflexos para a soberania energética da Amazônia. A ausência de refino local torna o Estado refém da produção de outras refinarias, enquanto sua própria unidade opera abaixo do potencial.
Volta do refino
A luta agora gira em torno da retomada do refino pela Petrobras, vista como alternativa para reduzir custos, ampliar a concorrência e garantir segurança energética à região.
O movimento liderado por Marcelo Ramos ganhou adesão popular e deverá pressionar tanto a estatal quanto a bancada federal do Amazonas a assumirem compromissos mais firmes com o tema.
Enquanto isso, a gasolina segue como uma das mais caras do Brasil em Manaus, refletindo uma crise estrutural que afeta diretamente a população e a economia local.
Ex-deputado federal marcelo Ramos:




