Militares estariam atrapalhando combate ao desmatamento na Amazônia

Foto: Reprodução

A atuação de Forças Armadas para conter o desmatamento na Amazônia não está sendo eficaz. A afirmação é de fiscais ambientais que consideram a ação das equipes até mesmo como mal-intencionada.

Para os fiscais, a operação Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é ineficiente e atrapalha o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em maio deste ano, o presidente Jair Bolsonaro autorizou o envio de tropas para combater queimadas ilegais no Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Roraima, Acre, Amapá, Mato Grosso e Maranhão. A decisão foi tomada após pressão internacional.

Para fiscalizar a floresta amazônica, os militares levaram veículos e helicópteros de grande porte. No entanto, de acordo com os ambientalistas, uma estrutura de porte tão grande é mais difícil de manobrar e chama ainda mais atenção dos desmatadores.

Além disso, os militares puseram fim às operações coordenadas pelo Ibama. Ou seja, o instituto está proibido de indicar alvos, formular estratégias de campo e tomar qualquer tipo de decisão de inteligência para conter o desmatamento na Amazônia.

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