Ministério Público investiga a situação em área indígena, em Roraima

MPF investiga situação degradante em aldeias. Relatório aponta que apenas 3 das 13 áreas indígenas na Região Oeste possuem água potável.

MPF investiga situação degradante em aldeias. Relatório aponta que apenas 3 das 13 áreas indígenas na Região Oeste possuem água potável.
MPF investiga situação degradante em aldeias. Relatório aponta que apenas 3 das 13 áreas indígenas na Região Oeste possuem água potável.

O procurador da República Gustavo Kenner Alcântara disse, em entrevista à Folha, que o Ministério Público Federal está investigando a situação na área indígena. A Procuradoria quer saber quais os problemas que estão ocorrendo na gestão, detalhes sobre os gastos com aviões e a situação da saúde como um todo.
“Estamos tentando identificar se os recursos estão sendo direcionados para ser usados no que deveriam, que é a atenção básica. Temos que trabalhar com dados concretos e estamos buscando comprovação dos gastos”, explicou o procurador.

Segundo ele, o que o MPF tem de concreto é que existem postos de saúde na área com carência e que necessitam de implementação, a exemplo do posto de Auaris e outros com situação caótica que precisam de atenção urgente, como é o caso do Maturuca. “O Maturuca chegou a ficar pronto e não está funcionando. O que vamos fazer é uma avaliação para identificar a demanda de cada local. O que existe é notória falta de gestão e é preciso mudar a forma com a qual é tratada a saúde indígena. Remoção do meio social é pratica perversa, cria mais problemas e trás um problema de estruturação organizacional maior do que o paciente ser tratado em sua comunidade.

A atenção básica tem que ser feita devidamente, pois assim evita-se a doença: com cuidados com a água e outras questões simples”, explicou.

Segundo o procurador, a prestação de contas do distrito yanomami não está sendo feita de forma pública e clara, o que acaba prejudicando. “Todos os dados são públicos e precisam estar disponíveis. Existem questionamentos aos quais os dados informados não são fieis. E é um diagnóstico que ainda não temos. O dinheiro investido não corresponde ao resultado que a gente espera e vamos cobrar isso. No entanto, o Ministério Federal não tem intenção de substituir a administração do distrito, o que temos é o dever de cobrar que seja dado direcionamento correto. E se ficar provado que os dados não correspondem, vamos usar os meios legais”, garantiu. (Folha Web)

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