
Moradores da comunidade indígena de Feijoal, localizada em Benjamin Constant (a 1.118 quilômetros de Manaus), receberam representantes do Ministério Público Federal (MPF). À equipe, os comunitários relataram os problemas do local.
Entre os relatos estão questões de abastecimento de água e saneamento básico, dificuldades na educação, desafios de segurança pública e comunitária, além de carências na área de saúde e assistência social.
A ação contou com o apoio de órgãos parceiros, como a Coordenação Regional do Alto Solimões (CR-AS) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Polícia Federal (PF) em Tabatinga (AM). O objetivo da atuação conjunta entre instituições públicas é fortalecer o enfrentamento aos desafios que afetam a comunidade indígena.
Durante o encontro, uma das principais queixas foi a falta de acesso à água potável. De acordo com as lideranças, a comunidade está sem água limpa até para o banho. A cacimba escavada pela própria população já secou, e o uso da água do rio, sem o tratamento adequado, tem causado doenças de pele e problemas gastrointestinais.
O vice-cacique informou que a situação se arrasta desde 1992 e que, apesar de promessas de melhorias pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) há mais de 15 anos, o problema persiste. Segundo ele, cerca de 70% da comunidade não recebe água encanada, e a rede existente está parada porque o gerador queimou.




