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Moraes manda preservar provas de operação no Rio que deixou mais de 120 mortos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a preservação de todas as provas relacionadas à operação policial realizada no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos na última terça-feira (28).

A decisão, publicada neste domingo (2), atende a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e segue as diretrizes da ADPF das Favelas, que estabelece regras para o controle de ações policiais em comunidades. O governo do estado do Rio será notificado.


Moraes também convocou uma audiência para a próxima quarta-feira (5), em Brasília, com representantes de organizações de direitos humanos. Além disso, o ministro pretende se reunir com o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o governador Cláudio Castro (PL) para tratar do caso.

A operação, que envolveu cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha e tinha como alvo líderes da facção Comando Vermelho, que continuam foragidos. Entre os mortos estão quatro policiais (dois civis e dois militares) e 117 suspeitos.

Entidades que participarão da audiência no STF sobre a operação policial no Rio:

• Associação Direitos Humanos em Rede – Conectas Direitos Humanos;
• Associação Redes de Desenvolvimento da Maré – Redes da Maré;
• Centro pela Justiça e o Direito Internacional – CEJIL;
• Coletivo Fala Akari;
• Coletivo Papo Reto;
• Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro;
• Conselho Nacional de Direitos Humanos;
• Educação e Cidadania de Afrodescendentes Carentes – Educafro;
• Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial;
• Instituto Anjos da Liberdade;
• Instituto de Advocacia Racial e Ambiental – IARA;
• Instituto de Defesa da População Negra – IDPN;
• Instituto de Estudos da Religião – ISER;
• Justiça Global;
• Laboratório de Direitos Humanos da UFRJ – LADIH;
• Movimento Mães de Manguinhos;
• Movimento Negro Unificado – MNU;
• Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Luiza Mahin – NAJUP;
• Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência.

Fonte: Terra

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