MPF-AM aponta 18 falhas na administração do prefeito Frederico Júnior

Obras públicas inacabadas, problemas na prestação dos serviços de saúde e educação indígenas, impasses relacionados ao reconhecimento de territórios tradicionais e quilombolas. Esses foram apenas alguns dos assuntos abordados por moradores do município de Novo Airão durante a audiência pública de abertura da 18ª edição do Projeto MPF na Comunidade, - foto: divulgação

Por Garcia Neto
Está aí o resultado do barulho que o prefeito Frederico Júnior fez na Câmara de Vereadores no dia 20 da semana passada, quando ele e seus seguidores mais fanáticos que alimentam a corrupção no município tentaram intimidar os vereadores oposicionistas Rosemberg Branco (PR) e o Professor Massarico (Rede).

Nesse dia o prefeito surtou e desacatou até a integridade da Casa de Leis.

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) apresentou ao prefeito 18 falhas encontradas em sua administração de apenas 05 meses.

Entre as atividades no município, o MPF incluiu audiência pública, recebimento de denúncias e inspeções nas comunidades – foto: MPF

Entre as muitas explicações que tem a dar, Frederico deve mostrar aos auditores como foram feitas as contratação de médicos, dentistas e nutricionistas e compra de materiais e equipamentos para escolas e unidades de saúde.

Um dos problemas mais sérios que põe em risco a vida dos usuários que procuram pelos serviços nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) é a não-esterilização de instrumentos. Outro serviço esquecido pela equipe de Frederico é a realização de campanha de vacinação em todas as comunidades rurais.

Outro complicador na Saúde está na estrutura do prédio do Hospital de Novo Airão, que apresenta infiltrações de toda ordem. O hospital nem tem alvará de funcionamento, além da falta de documentos e problemas estruturais e operacionais não resolvidos.

O prefeito foi recomendado a dar transparência na escala de serviço dos médicos e enfermeiros nas unidades de saúde do município e no site da prefeitura na internet. Nas escolas da zona rural, o prefeito tem 45 dias para fornecer livros didáticos para todas as séries, além dos materiais e utensílios para funcionamento das atividades.

As escolas de Bacaba e Renascer devem ter as obras retomadas e ficarem prontas em quatro meses, segundo recomendação do MPF para a prefeitura.

*Garcia Neto é professor e jornalista

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