
Após surfar na onda de “corrupção” da mídia liberal, o filho de Bolsonaro, que ganhou fama com o caso das “rachadinhas” e está envolto com o Caso Master, teve em seu ápice o PowerPoint da Globonews atrelando Lula, e em meio à troca de afagos com a Faria Lima, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) bateu no teto eleitoral.
Segundo detalhamento dos dados divulgados nesta segunda-feira (27) na pesquisa Nexus BTG Pactual – banco que tem como um dos fundadores o ex “super” ministro da Economia Paulo Guedes, e que mantém elo com a instituição financeira comandada por André Esteves.
Leia a íntegra da pesquisa Nexus BTG Pactual de Abril
O estudo, feito por telefone com 2.028 eleitores entre 24 e 26 de abril, revela que na principal simulação de primeiro turno, Lula manteve os 41% da pesquisa de março, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para menos, de 38% para 36%.
A escorregada acontece dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mas, mostra que o filho “01” de Jair Bolsonaro bateu no teto eleitoral e tem um cenário complicado para avançar fora da bolha bolsonarista.
A pesquisa mostra ainda que Lula está consolidado com 38% das intenções de votos em todos os cenários – ou seja, mais de 1 em cada 3 brasileiros já definiram que votarão para reeleger o presidente. O índice está cinco 5 pontos acima dos que dizem que votarão em Flávio Bolsonaro.
Flávio ‘rachadinha’ Bateu no teto
No segundo turno, Lula manteve os 46% da pesquisa anterior. Flávio oscilou um ponto para menos e marcou 45%, voltando a ser numericamente superado pelo presidente.
A Nexus ainda revelou comportamento dos eleitores que se dizem fora da “polarização” e qual seria a alternativa em meio à disputa. Em um segundo turno, Lula é visto como “alternativa” – ou seja, que pode receber seu voto – para 69% dos eleitores. O índice está 3 pontos acima do alcançado pelo senador, que é visto como possível “alternativa” para 66% dos eleitores.
Outro dado interessante diz respeito aos “principais problemas do Brasil”. A pesquisa mostra que após a avalanche do caso Master, a tentativa da mídia liberal de trazer o tema “corrupção” à tona e colar no governo, como já ocorreu em outras eleições, perdeu força.
Caso das ‘rachadinhas’ e Banco Master
Em março, 29% citavam a “corrupção”, colocando o tema no topo dos principais problemas. Em abril, saúde pública aparece no topo, com 26%, seguido de Segurança Pública/Violência/Criminalidade, citado por 25%. Corrupção aparece em terceiro com 24% de menções.
Inacreditavelmente, o filho de Bolsonaro, que ganhou fama com o caso das “rachadinhas” e está envolto com o Caso Master, é citado por 40% como melhor alternativa para lidar com a “corrupção”.
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