TCEAM
Início Amazonas No Dia Nacional da Habitação, milhares de amazonenses não têm o que...

No Dia Nacional da Habitação, milhares de amazonenses não têm o que comemorar

Foto: Divulgação

Neste sábado (21), comemora-se o Dia Nacional da Habitação, mas no Brasil cerca de 6 milhões de famílias não tem o que celebrar. Conforme estudo elaborado pela Fundação João Pinheiro, em 2019, o déficit habitacional estimado para o país foi de 5,876 milhões de domicílios, dos quais 5,044 milhões estão localizados em área urbana e 832 mil, em área rural. No Amazonas, o desprovimento de imóvel próprio atinge 168.603 famílias,sendo 133.493 na área urbana e 35.110 na rural.

O Sudeste apresentou os maiores números em termos absolutos e somou um déficit de 2,287 milhões de domicílios. Em seguida, veio a região Nordeste, com 1,778 milhão de unidades. Em terceiro, a região Norte, com um déficit de 719 mil domicílios; a região Sul, com 618 mil. Por último, a região Centro-Oeste, com 472 mil.


A região geográfica com maiores números é a Norte, cujo déficit habitacional representa 12,9% do estoque de domicílios particulares permanentes e improvisados. Em seguida, aparece o Nordeste, com 9,2%; o Centro-Oeste, com 8,4%; o Sudeste, com 7,2%; e, por fim, o Sul, com 5,6%.

Foto: Divulgação

Em termos relativos, Maranhão e Roraima foram as Unidades da Federação (UF) com maiores déficit em relação ao total de domicílios particulares permanentes e improvisados, ambos com 15,2%. Na sequência, está o Amazonas (14,8%) e depois o Pará (13,5%).

Aluguel elevado

Em 2019, o principal componente do déficit habitacional no Brasil foi o ônus excessivo com o aluguel urbano. Ao todo, 3,035 milhões de domicílios, cuja renda domiciliar era inferior a três salários mínimos, utilizaram mais de 30% do que receberam para pagar o aluguel, o que representa 51,7% do total do déficit do país. Em seguida, vieram as habitações precárias, com 1,482 milhão de unidades, o que corresponde a 25,2% do déficit, e, por último, a coabitação, com 1,358 milhão de domicílios, equivalente a 23,1% do déficit total.

Realidade amazonense

O maior estado da federação em extensão territorial registra uma das piores situações do país no quesito residências sem adequação mínimas. No Amazonas, 64.735 habitações são precárias: casas sem banheiro, construídas com restos de madeira; 66.086 são compartilhadas por mais de um núcleo familiar e 37.782 famílias ‘carregam’ ônus excessivo ao destinar 30% da renda para o pagamento de aluguel.

A diferença de gêneros também afeta os lares amazonenses. Elas ficam com as piores cargas. Dentre os que vivem em habitações precárias, 28.310 são homens e 36.425, mulheres. São elas que gastam mais pagando para viver em imóveis que não são de sua propriedade. O ônus excessivo com aluguel é arcado por 14.367 homens e 23.415 mulheres.

A questão é tão preocupante que a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) constitiu um núcleo especializado para fomentar uma atuação estratégica na área, buscando a regularização fundiária e uma proteção maior ao direito fundamental. “A falta de moradia certamente implica em outros problemas sociais, como os relacionados à saúde, segurança, higiene, bem-estar, além de gerar exclusão social, violência, atingindo o direito à vida e afetando o respeito à dignidade humana”, destacou a defensora pública Dâmea Mourão Telles, integrante do núcleo da DPE-AM e também da Comissão de Mobilidade Urbana, Moradia e Questões Fundiárias da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep).

No ano passado, por causa da pandemia da Covid-19, não foi realizado o censo que define os indicadores da habitação.

Artigo anteriorSeinfra pede cautela aos motoristas que trafegam pela AM-010
Próximo artigoAproximadamente 39 mil doses de vacinas foram aplicadas neste sábado, 21

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.