Paratletas do Amazonas retornam com 40 medalhas conquistadas

Secretária Alessandra Campelo concede entrevista à imprensa/Foto: Michael Dantas

Secretária Alessandra Campelo concede entrevista à imprensa/Foto: Michael Dantas

Alessandra com os medalhistas paralímpicos/Foto: Michael Dantas

Retornaram a Manaus todos os estudantes amazonenses que participaram e se destacaram nas Paralimpíadas Escolares 2013, com o  Amazonas fazendo história na competição, ao obter a marca inédita de 40 medalhas, sendo 16 de ouro, 14 de prata e 10 de bronze, após quatro dias de competições de atletismo e natação em São Paulo.

“Todos os paratletas e seus familiares estão de parabéns, pois  superaram a marca de 30 medalhas do ano passado e honraram a bandeira do Amazonas, provando que o esporte não existem limites. Essa conquista prova que o governador Omar Aziz faz uma política pública acertada na área do esporte voltado para as Pessoas com Deficiência”, destacou a gestora da SEJEL, Alessandra Campêlo, que recebeu todos os medalhistas nesta terça-feira, 3 de dezembro, no parque aquática da Vila Olímpica de Manaus.

Show naas pistas e piscinas

A equipe de atletismo foi o destaque, com 10 medalhas de ouro, 10 de prata e nove de bronze. A turma da natação faturou seis de ouro, quatro de prata e uma de bronze.

Um dos destaques da equipe de natação foi o nadador Gabriel Brandão, de 18 anos, deficiente visual e aluno do primeiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual Cid Cabral, no conjunto Canaranas, Zona Norte. Ele faturou dois ouros, sendo um nos 100 metros borboleta e outro na prova dos 200 metros medley, categoria S11.

“Sinceramente não acreditava que eu ia ganhar, pois tinha perdido desse mesmo adversário (Vitor Soares, do Ceará) no Norte-Nordeste que aconteceu em Manaus. Esse ouro nos 100 metros borboleta teve um gostinho especial, sem dúvida”, disse Gabriel, que ficou cego aos 16 anos. Pouco depois desse drama pessoal, ele descobriu o talento nas piscinas.

Visão de campeão

No atletismo, outro deficiente visual fez a diferença para o Amazonas nas Paralimpíadas Escolares. Elielton Lira de Oliveira, de 17 anos, conquistou a medalha de ouro na prova do salto em distância, categoria F-11, isto é, aquela que reúne apenas os atletas cegos. Ele também faturou ouro no arremesso do peso e  bronze nos 100 metros rasos.

Ele é uma das revelações do projeto de atletismo do Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (CTARA), programa de excelência do Governo do Amazonas, com execução da Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (SEJEL).

Elielton curte a volta por cima com a prática do esporte, pois teve uma infância difícil, convivendo de perto com a violência e a marginalidade. A cegueira veio aos 14 anos, quando Elielton levou um tiro na cabeça. Ele escapou da morte após passar meses em coma no Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus.

“Levei um tiro na cabeça e acabei ficando cego total. Comecei a praticar a praticar esporte na Vila Olímpica em 2011 e hoje, graças a Deus, minha vida é diferente, está bem melhor”, disse.

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