PM que matou lutador Leandro Lo foi a boate e ao motel após o crime

Foto: Reprodução

O policial militar Henrique Otávio de Oliveira Veloso foi a uma outra boate após ter atirado e matado o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo Pereira do Nascimento, de 33 anos, no Clube Sírio, Zona Sul de São Paulo, no último domingo (7). Veloso está detido no presídio militar Romão Gomes por homicídio doloso por motivo fútil.

O SP2 teve acesso às imagens das câmeras de segurança que mostram Veloso na recepção de uma boate em Moema, também na Zona Sul, instantes depois de ter assassinado Lo, a pouco mais de dois quilômetros dali.

Na boate, o PM parece ter consumido uma garrafa de uísque, duas águas de coco, duas latas de energético e duas doses de gin, de acordo com a comanda, totalizando quase R$ 1,6 mil.

Uma hora e 59 minutos depois, a mesma câmera registrou a saída de Veloso, mas desta vez acompanhado por uma mulher que, segundo o delegado, é uma garota de programa.

Depois, eles foram para um motel, em Pinheiros, na Zona Oeste da cidade. Eles chegaram por volta das 5h40 de segunda-feira (8) e só saíram às 16h26.

Dois amigos próximos do lutador não quiseram gravar entrevista, mas confirmaram ao SP2 que Leandro Lo e o policial militar Henrique Veloso já tinham se desentendido outras vezes antes do dia do crime.

A missa de sétimo dia da morte de Lo ocorre neste domingo (14).

Imagens do circuito interno do Clube Sírio gravaram a saída dos frequentadores do show que ocorria no local após o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo ser baleado durante o evento.

Nas imagens, é possível identificar uma movimentação na pista de dança, que começa a se esvaziar na área em que teria ocorrido o crime. Uma outra câmera flagrou ainda a correria do público ao sair da casa de shows pelas escadas que dão acesso à pista de dança.

Após os tiros, Leandro Lo foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Arthur Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul, mas não sobreviveu. Testemunhas filmaram o resgate ao lutador, que foi levado em uma maca pelos corredores do clube.

Em nota, o Esporte Clube Sírio disse que “aluga seus espaços de eventos para terceiros” e que, “ao alugar, a segurança é de responsabilidade do contratante”.

“A informação sobre a revista realizada e a autorização para entrada dos convidados no evento é do realizador do mesmo. Vale reforçar que o show realizado na noite de 6 de agosto foi realizado nas dependências do clube, porém por um terceiro. Conforme divulgado em nota anterior, estamos colaborando com as autoridades para que tudo seja esclarecido o quanto antes”, declarou o clube.

Fonte: G1

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