
A Polícia Civil de Goiás afirmou que a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi morta em um intervalo máximo de oito minutos dentro do prédio onde morava, em Caldas Novas. A conclusão foi apresentada em coletiva nesta semana, após análise das imagens de segurança do condomínio. Segundo os investigadores, esse foi o período entre o último registro da vítima nas câmeras e a passagem de outra moradora pelo local, sem que nada incomum fosse percebido.
De acordo com o delegado André Barbosa, responsável pelo Grupo de Investigação de Homicídios do município, a perícia nas gravações permitiu delimitar com precisão o momento do crime. Não houve registro de entrada de pessoas estranhas nem movimentação fora do padrão no edifício durante o intervalo.
A última imagem de Daiane foi captada por volta das 18h58. Antes disso, ela havia enviado vídeos a uma amiga relatando falta de energia em seu apartamento. A investigação aponta que a interrupção ocorreu apenas na unidade da vítima. Ao perceber o problema, ela saiu para verificar a situação e começou a gravar novos vídeos. Um terceiro registro chegou a ser feito, mas não foi enviado.
Imagens dos elevadores e do acesso ao subsolo mostram que a corretora desceu ao local e, poucos minutos depois, outra moradora passou pela área sem notar qualquer sinal de violência. Para a polícia, esse recorte de tempo foi decisivo para demonstrar que o crime aconteceu de forma rápida.
O corpo foi localizado nesta semana, após uma força-tarefa montada há 13 dias. Segundo a Polícia Civil, a descoberta trouxe materialidade às provas já reunidas. Durante o cumprimento de mandados, o síndico indicou o ponto onde o cadáver havia sido ocultado, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. Os restos mortais foram encontrados em uma vala e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), que ainda irá apontar a causa da morte devido ao estado do corpo.
Os investigadores afirmam que, pelas circunstâncias, o autor do crime precisava ter acesso ao prédio e conhecimento do funcionamento das câmeras e do sistema elétrico. O síndico foi preso temporariamente. O filho dele também foi detido, suspeito de ajudar a ocultar provas ao auxiliar na substituição do telefone usado após o crime, o que pode caracterizar obstrução da investigação.
Ao todo, 22 pessoas foram ouvidas. A polícia sustenta que o caso foi esclarecido com base em imagens, depoimentos, análises técnicas e contradições apresentadas pelos suspeitos. O inquérito continua para detalhar a dinâmica do homicídio e apurar se houve participação de outras pessoas.
Fonte: Correio Braziliense




