Priminho de Carlos Bolsonaro ganha empreguinho de R$ 22 Mil

Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos três príncipes e primeiro-amigo de Carlos, em álbum de família - foto: arquivo

Essa coisa de “sangue do meu sangue” pode ir longe, né? – Sabem como é… Aí vêm o filho do pai, o irmão do irmão, o primo do primo… Quando menos se espera, o Brasil pode ver nascer um regime monárquico, né?

Já temos a nossa família real, com o rei Bolsonaro 1º e os três príncipes: Flávio (01), Carlos (02) e Eduardo (03).

Nessa configuração, Fabrício Queiroz, aquele que recebia depósitos dos funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, deve ganhar um título de nobreza: sugiro o de Duque da Zona Oeste do Rio.

Terá de se entender, claro!, com Adriano Magalhães da Nóbrega, o chefe da principal milícia local, o Escritório do Crime, que está foragido, acusado de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Só questão de falar com quem manda.

O “sangue do meu sangue” também tem de alcançar os cortesãos do rei. É o caso de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos três príncipes e primeiro-amigo de Carlos, a quem chama de “Carlucho”. Há centenas de fotos da dupla nas redes sociais. Amigos de fé, irmãos, camaradas.

Aos 35 anos, sem nunca ter exercido cargo público, Léo se tornou assessor político. Circulava pelo Palácio do Planalto com crachá e sem função. Especulava-se ser lá os olhos de Carlos, a voz de Carlos, a alma de Carlos.

Não conseguiu encontrar um lugar formal no Palácio, mas não vai ficar ao relento. Foi contratado pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo, para o segundo cargo mais importante de seu gabinete, com um salário de R$ 22,9 mil mensais.

Ainda estudante de administração, será assessor parlamentar. Como se sabe, nessa função, experiência política é tudo, né? Rodrigues atribui a contratação a “feeling” e “desenvoltura”.

O senador tenta justificar a nomeação, segundo leio na Folha:

“É um garoto novo, que estuda administração, conhece muita gente na República, aqui em Brasília e vai ser uma forma de me ajudar também”.

“Assim como eu tenho doutores em direito eleitoral, tenho doutores em economia, inclusive um funcionário que eu requisitei do Banco Central. Enfim, eu também estou pegando essa turma nova para me dar suporte. Então é uma assessoria que vai ser boa para mim”.

Rodrigues nem precisa explicar. A gente já tinha entendido.

Reinaldo Azevedo no UOL

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