
Mergulhado em profunda crise, o PSDB perdeu o seu último governador tucano, Eduardo Riedel, que assinou sua filiação ao PP na última sexta-feira (15), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na manhã desta terça (19), já como membro do PP, o governador sul-mato-grossense, Eduardo Riedel, participou de um evento ao lado de lideranças do Progressistas em um dos auditórios do Senado Federal, em Brasília, para oficializar a sua migração de partido.
Sem governadores
Com a saída de Eduardo Riedel, o PSDB perde oficialmente todos os governadores eleitos pelo partido em 2022. Nos primeiros meses deste ano, o tucanato também se despediu de Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco), que migraram para o PSD.
O PSDB, que já chegou a presidir o país e ocupar o topo do ranking de parlamentares eleitos, tem enfrentado debandada em todos os estados. Além dos chefes dos executivos locais, o desgaste, que se acelerou a partir das eleições de 2018, também tem levado a uma debandada em série de tucanos.
O declínio, segundo tucanos, é resultado direto das eleições de 2022, quando o PSDB registrou o pior desempenho eleitoral.
À época, mergulhado em divergências, a sigla se federou ao Cidadania, que recentemente rompeu com a aliança, em uma tentativa de melhorar os seus resultados.
Previsões
No Amazonas, se depender do que vem mostrando as pesquisas de intenção de votos, o PSDB deve perder o único senador da região Norte nas próximas eleições de 2026.
Dos que ainda restam, Oriovisto Guimarães – PR, Plínio Valério – AM e Styvenson Valentim – do Rio Grande do Norte, um pelo menos, deve ser derrotado nas urnas em 2026.
O declínio, segundo tucanos, é resultado direto das eleições de 2022, quando o PSDB registrou o pior desempenho eleitoral ao eleger a menor bancada da história dos tucanos na Câmara e ficar sem bancada no Senado e afalta de efetividade de seus quadros eleitos.
Com informações do G1




