Queda de barreira interdita serra da Tamoios

Foto: Divulgação

A chuva que atinge o litoral de São Paulo desde a tarde de quinta-feira (16) deixou 10 famílias desalojadas em Ubatuba e 13 pessoas em Caraguá. Quedas de barreiras interditam a serra da rodovia da Tamoios, e a rodovia Rio-Santos, em São Sebastião, e Anchieta, em Cubatão. Não há previsão para liberação das vias. Deve chover durante todo o dia nesta sexta-feira (17).

Em Ubatuba, de acordo com o pluviômetro do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), choveu mais 200 milímetros em 24 horas no Centro – a média do mês de maio é 137 mm. A cidade está em estado de alerta. Sete escolas municipais tiveram as atividades suspensas de manhã e, à tarde, todas ficarão fechadas.

Segundo a Defesa Civil, o rio Tavares transbordou. Dez famílias – equivalente a 34 pessoas – , nos bairros Estufa I e Parque Guarani, tiveram que deixar as casas e estão na escola municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves. O número de desalojados deve aumentar, segundo a prefeitura.

O cozinheiro Uilton Viana, do Parque Guarani, contou que por volta de meia-noite ele e a família começaram a levar móveis e utensílios que têm em casa para o primeiro andar do sobrado. A água do rio transbordou e invadiu a casa da família dele por volta de 2h.

“O rio transbordou e até agora [por volta de 9h] não parou de chover, estamos preocupados. Deste jeito a água não vai baixar”, disse.

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Em Caraguatatuba, onde o volume de chuva superou 180 milímetros, no Massaguaçú. Treze pessoas, sendo seis crianças e sete adultos, do bairro Perequê Mirim, estão desalojadas. Elas foram levadas para o Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência e ao Idoso (Ciapi).

Os bairros mais atingidos pelos alagamentos são Perequê-Mirim, Pegorelli, Centro, Casa Branca, Olaria, Getuba e Jardim do Sol.

Um morador deficiente precisou da ajuda de vizinhos para deixar a casa no Perequê-Mirim. A água invadiu a casa dele e o resgate foi feito de bote.

Getuba, as aulas na escola municipal Maria Thereza foram suspensas. Nas escolas dos bairros Tabatinga, Massaguaçu, Olaria, Casa Branca e Perequê o atendimento está sendo reduzido porque funcionários e professores não conseguiram chegar às unidades.
Em São Sebastião, a prefeitura informou que suspendeu as aulas em todas unidades da rede municipal.

Rodovias

Ainda em Caraguá, a Tamoios está interditada há mais de 12h, a partir de 17h16 de quinta-feira, por causa do risco de deslizamentos. O protocolo de segurança da rodovia prevê que quando o volume de chuva ultrapassa 100 milímetros em 72 horas, o corredor seja fechado. Não há previsão de liberação.

De acordo com a concessionária, houve queda de barreiras nos kms 73 e 78 durante a madrugada. A interdição aos motoristas é feita na altura do km 58, no sentido litoral, e no km 81, na pista sentido São José dos Campos.

Na Anchieta, a queda de barreira foi por volta das 20h de quinta, no Km 46 da pista sul. Parte da vegetação do morro caiu na pista. Não há previsão de liberação.

Em São Sebastião a rodovia Rio-Santos está interditada na região da praia da Figueira, entre os quilômetros 121 e 122 por causa de queda de barreira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, há uma equipe no local desde o começo da manhã desta sexta-feira (17) para fazer a liberação – até 11h30, o trabalho estava sendo feito.

No km 141 da mesma rodovia, entre Paúba e Toque Toque Grande, também na costa sul de São Sebastião, o tráfego está em meia pista por causa uma queda de barreira no local. Os km 134 e 132 estão parcialmente interditados.

Em Ilhabela a Estrada de Castelhanos está interditada por causa da queda de uma barreira. Não há desabrigados no arquipélago.

Balsa

A travessia da balsa entre São Sebastião e Ilhabela está lenta nesta manhã por causa do mar agitado.
As embarcações seguem operando, mas a manutenção do serviço depende da estabilidade do tempo. Um alerta da Marinha, emitido na quinta à noite, apontou risco de ondas de até 3,5 metros.

Abastecimento

A Sabesp informou que, com a chuva, os sistemas de abastecimento estão prejudicados, principalmente na região de Água Branca, em Ilhabela. A operação no local e, em outros pontos, é reduzida.

Isso porque os são mananciais de serra, com pequenos barramentos nas cachoeiras. A chuva intensa aumenta o volume de água e a velocidade com que ela se desloca traz lama, pedras, galhos e outros resíduos que atingem as captações e comprometem o tratamento.
Os sistemas da Água Branca, em Ilhabela; Massaguaçu, em Caraguatatuba; Boiçucanga, em São Sebastião; e Carolina, em Ubatuba, foram os mais afetados

Fonte: G1

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