
O Republicanos decidiu permanecer neutro na disputa pela Presidência da República e impôs mais uma derrota à estratégia de Flávio Bolsonaro de ampliar sua candidatura para além do PL
A decisão foi comunicada nesta terça-feira (4), após consulta interna apontar que 17 dos 27 diretórios estaduais defendiam a liberação das bases para negociar alianças conforme os interesses regionais. Na prática, o posicionamento impede uma coligação nacional com o PL e praticamente inviabiliza a indicação da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos, para a vaga de vice.
O resultado expõe a dificuldade de Flávio em atrair partidos do Centrão para sua chapa. Dias antes, o PP também havia anunciado neutralidade, fechando as portas para a indicação da senadora Tereza Cristina como vice. Com duas importantes legendas de centro-direita fora da aliança nacional, o PL perde tempo e espaço político na reta final de montagem da candidatura.
Interesses estaduais
Mesmo com o apoio de lideranças bolsonaristas e as articulações conduzidas por aliados, a promessa de participação em um eventual governo não foi suficiente para superar os interesses estaduais. O Republicanos preferiu preservar seus palanques regionais, inclusive em estados onde mantém acordos com grupos que não apoiam Flávio.
Sem conseguir atrair um nome de outro partido, o PL deverá recorrer a uma chapa formada por integrantes da própria legenda. Entre os nomes ventilados está o da vereadora Priscila Costa, do Ceará, embora a escolha ainda dependa de articulações internas.
Em São Paulo, a aproximação com o governador Tarcísio de Freitas deve ser preservada. Nos demais estados, porém, o Republicanos ficará livre para construir alianças próprias, cenário que reduz o alcance nacional da candidatura de Flávio Bolsonaro e evidencia a resistência do Centrão em embarcar formalmente em seu projeto presidencial.




