
Peixes que vivem na bacia do Rio Madeira estão contaminados por mercúrio. É o que constatou um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT/UEA), nas espécies jaraqui, pacu, matrinxã, traíra e sardinha, consumidas pelas comunidades ribeirinhas.
A análise foi feita durante a expedição “Iriru 3”, parte do Programa de Monitoramento da Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM). Foram analisados água, peixes e sedimentos em 54 pontos ao longo de mais de 1.700 km do rio, avaliando 164 parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
A engenheira ambiental Silvana Silva, responsável pela análise de mercúrio e metilmercúrio, explicou que a contaminação está associada à atividade de garimpo ilegal, que utiliza mercúrio no processo de separação do ouro. a prática degrada a qualidade da água, aumenta o assoreamento e contribui para a contaminação dos peixes.
A maior parte das amostras coletadas, na expedição iniciada no dia 9 de agosto, será submetida a estudos em laboratórios da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA).
As análises de mercúrio e metilmercúrio serão levadas ao laboratório da Harvard John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, parceira internacional do grupo, em Boston, nos Estados Unidos.




