Serviço Geológico do Brasil apresenta Carta Geotécnica de Manaus

Foto: Divulgação

Para contribuir com soluções que visem preservar vidas e o patrimônio das pessoas que vivem em áreas vulneráveis a inundações e deslizamentos de terra. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) finalizou dois estudos que envolvem a identificação de áreas de risco e a cartografia geotécnica de Manaus. Representantes de órgãos municipais, estaduais e federais de Defesa Civil, Planejamento Urbano, Infraestrutura e Meio Ambiente. E a imprensa acompanharam a divulgação dos dados, no Auditório da Superintendência Regional de Manaus.

O superintendente regional de Manaus da CPRM, José Maria da Silva Maia, afirmou que o lançamento significa uma prestação de contas dos recursos que são aplicados no levantamento geológico da cidade de Manaus cujo conteúdo vai dar suporte aos governos estaduais e municipais para cuidar da cidade. “A maior satisfação do técnico, feito este levantamento, é ver a sua aplicação, não apenas tê-lo como instrumento informativo. Nosso trabalho também é social”, destacou.

Apresentado pelo pesquisador em Geociências, Antônio Gilmar Honorato de Souza, o Mapa das Áreas de Risco Geológico da Zona Urbana de Manaus contempla todo o perímetro urbano da capital do Amazonas. No total, investigou 484 km² da sétima cidade mais populosa do país, onde moram 2.182.763 habitantes. Como resultado, foram produzidos mapas de todas as áreas de risco geológico a movimentos de massa e inundações existentes na zona urbana, acompanhados de uma nota explicativa.

Essas áreas compõem um total de 1.600 setores classificados em quatro graus de risco: baixo (R1), médio (R2), alto (R3) e muito alto (R4), que, juntos têm uma superfície aproximada de 12 km² onde foram contabilizados 52.570 imóveis. Considerando somente as áreas de risco alto e muito alto, estima-se que cerca de 66.000 pessoas vivam nesses locais.

Outro produto lançado foi a Carta Geotécnica de Aptidão à Urbanização da Zona De Expansão e da Zona de Baixa Ocupação da Cidade de Manaus. Conforme apresentação do geólogo Elton Rodrigo Andretta, abrange área de 360km², correspondentes à zona de expansão urbana, definida em lei pelo Plano-Diretor Municipal e à zona de baixa ocupação da cidade de Manaus. Trata-se de uma carta na escala 1:25.000, acompanhada de uma nota explicativa, que divide a área de estudo em oito unidades geotécnicas (UGs) classificadas em função do tipo de solo (mais argiloso ou mais arenoso) e da declividade dos terrenos (planos, suaves ou íngremes). Cada uma das UGs também foi classificada pelas suas aptidões/fragilidades à urbanização e ocupações antrópicas.

De acordo com o supervisor de Gestão Territorial da CPRM, José Luiz Marmos, de posse deste material os gestores municipais podem promover ações e obras necessárias de mitigação e erradicação dos riscos nas áreas de risco mapeadas, assim como servirá de valiosa ferramenta para os gestores municipais elaborarem o planejamento sustentável de ocupação das áreas de expansão de modo ambientalmente correto, o que evitará a criação de novas áreas de risco na cidade.

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