
O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma nova combinação de medicamentos para o tratamento da leishmaniose visceral em pacientes imunocomprometidos.
A medida beneficia pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como transplantados e pacientes com doenças que comprometem as defesas do organismo.
A decisão foi publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e prevê o uso combinado da anfotericina B lipossomal com a miltefosina. Após a incorporação, o Ministério da Saúde terá um prazo de até 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública.
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa provocada por parasitas do gênero Leishmania, transmitidos pela picada do mosquito-palha infectado. Quando não tratada de forma adequada, a enfermidade pode evoluir para complicações graves e até causar a morte.
De acordo com o Ministério da Saúde, pacientes imunocomprometidos apresentam maior dificuldade para eliminar o parasita, o que aumenta o risco de falha terapêutica e de novos episódios da doença. A combinação dos dois medicamentos busca ampliar a eficácia do tratamento nesse grupo de maior vulnerabilidade.
A anfotericina B lipossomal atua destruindo a membrana do parasita, enquanto a miltefosina interfere em processos essenciais para sua sobrevivência. A associação dos fármacos oferece uma abordagem mais robusta para combater a infecção.
A forma visceral da leishmaniose afeta órgãos internos, como fígado, baço e medula óssea, diferentemente da forma cutânea, que provoca lesões na pele. Entre os principais sintomas estão febre prolongada, perda de peso, fraqueza, aumento do fígado e do baço, além de alterações no sangue, como anemia.
Considerada uma doença negligenciada, a leishmaniose visceral atinge principalmente populações em situação de vulnerabilidade social e regiões com deficiência de saneamento básico e controle ambiental.
Fonte: g1




